Crônica do advogado e ferroviário Celso Paulo

Comentários de Fernando Abelha

Este blog registra, com singular alegria, o recebimento de mensagem endereçada pelo ferroviário Celso Paulo, destacado gestor das lides ferroviárias com passagens por várias áreas tecnicas das ferrovias, na Administração Geral da RFFSA e diretoria  de Seguridade da Fundação REFER. Celso Paulo, além de especial amigo, com quem tivemos  a honra de trabalhar sob a sua orientação, é um autêntico ferroviário, sempre lutador pelas nossas causas. Leiam o texto abaixo que confirma as nossas palavras.

Amigos ferroviários. Sou advogado e tenho a honra de ser ferroviário, hoje aposentado, mas sempre ferroviário. Essa introdução é para fazer coro aos inúmeros comentários do Prof, Abelha, do Almir Gaspar e de outros ferroviários que querem, sempre, o bem do nosso pais. Quando querem que o Brasil melhore, todos dizem que temos que colocá- lo nos trilhos. Trilho é a coisa certa. Todos sabem de onde vem , para onde vai e o que transporta.

Posso escrever horas sobre o sentimento de pátria que foi jogado fora com a desativação total das linhas históricas de passageiros, em todo o Brasil. Mas vou fazer um breve comentário sobre o futuro, Pois bem. Sei, é sabido por alguns profissionais da área, que o projeto nacional de integração da riqueza nacional por intermédio do transporte ferroviário está pronto e acabado, precisando de poucos ajustes. Esse moderno trabalho de mapeamento das riquezas agrárias e industriais e o projeto dos seu deslocamento integrado por ferrovia, hidrovia e rodovia, teve início no governo Geisel e foi se aprimorando. Está tão pronto que é sempre oferecido por nossos dirigentes aos governos estrangeiros para parceria de financiamento. É sabido, também, que não é fácil a implantação da moderna ferrovia, pelos grandes interesses que envolvem o transporte rodoviário. Barreiras políticas, financeiras e outras inomináveis a nível de competição internacional têm que ser vencidas, sem extremos. Proponho começarmos os trabalhos convocando um debate, envolvendo políticos, ferroviários e empresários. O transporte ferroviário DEVE ser encarado como POLITICA DE ESTADO E NÃO DE GOVERNO,