Por Fernando Abelha

Em abril completará um ano em que a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários-FNTF encaminhou a VALEC Engenharia o Acordo Coletivo do Trabalho – ACT em favor dos cerca de 380 ferroviários remanescentes da extinta RFFSA que se encontram em atividade.

A VALEC Engenharia ofereceu reajuste zero sob a alegação de que o governo está em crise econômica. A FNTF recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho -TST com pedido de mediação.  TST aprovou para os ativos as cláusulas sociais do ACT, tais como:  plano de saúde, vale refeição, vale alimentação e creche para os filhos dos empregados e outras. O TST decidiu, ainda, transformar em Dissídio Coletivo as cláusulas econômicas constantes do ACT relacionas à correção inflacionária do período de 1º maio de 2016 ao mesmo mês de 2017 e as perdas salariais.  O assunto encontra-se no Tribunal ainda para ser pautado dia e hora para o julgamento.

A FNTF tem contratado importante e competente escritório de advocacia de Brasília que está acompanhando, juntamente com os sindicatos da base da FNTF, passo a passo, o justo pleito da classe quanto a correção da inflação e as perdas salariais dos últimos cinco anos, hoje em torno de 36 %. Obtido êxito para os ativos, os aposentados e pensionistas serão beneficiados com os mesmos valores conquistados, em cumprimento à legislação que rege os salários dos ferroviários.

Somente nos resta aguardar a data do julgamento e acreditar que o TST fará justiça aos ferroviários da extinta RFFSA.

Em contato mantido ontem com a FNTF fomos informados de que a expectativa é que o assunto seja pautado ainda este mês de fevereiro.