Por Fernando Abelha

A propósito da notícia divulga por este blog, no último dia 09 de janeiro, terça-feira, intitulada “União quer contrapartida de R$ 25 bilhões para renovar concessões ferroviárias por mais 30 anos”, rebemos comentários de importantes fontes de Brasília, pelas quais a notícia divulgada não passa de “pura miragem’ e até mesmo, “verdadeiro sonho de uma noite de verão”. Dificilmente essas concessões – Rumo Malha Paulista, MRS Logística, Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), Estrada de Ferro Carajás (EFC), Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e Estrada de Ferro Tereza Cristina entre outras – serão renovadas, de vez que as concessionárias devem hoje à União Federal alguns bilhões de reais, ao deixarem de honrar nesses últimos 20 anos, os compromissos especificados em diversas cláusulas contratuais. Ressaltaram que, certamente, serão impedidas pelo Tribunal de Contas da União de obter qualquer renovação contratual. É o que se espera…

A matéria não merece credibilidade – prosseguiram – pelo fato de que o Brasil, país de dimensão continental, não é contemplado pela União Federal com projetos de infraestrutura para ampliação do transporte ferroviário e de cabotagem, mas, tão somente, portos, rodovias e aeroportos, o são. No entanto, os portos sem ferrovias e navios ficam aquém da sua capacidade, enquanto que as rodovias e aeroportos são insuficientes  e impróprios para o escoamento de grandes massas. As mesmas fontes ressaltaram que se as ferrovias fossem importantes  para o governo, a União Federal não teria permitido a destruição, através do abandono, de milhares de quilômetros de linhas, anteriormente operacionais e, sobretudo, faria cumprir os contratos das concessões, entre os quais, os itens que dispõem sobre a preservação do material rodante, constituído por milhares de locomotivas e vagões da extinta RFFSA, hoje transformados em sucata, além da via permanente, prédios, pátios e toda a infraestrutura ferroviária que as concessionárias receberam há 20 anos, em pleno funcionamento. Esse abandono representa a perda de muitos outros bilhões de reais em prejuízo do erário público e total fracasso da privatização das ferrovias, que nada acrescentaram em benefício do Estado, somente levaram vantagens.