Por Genésio Pereira dos Santos
Rodovia não tem o apelo da ferrovia. Isto é um axioma para o qual algumas autoridades do governo não atentam, pois a miopia de gestão não permite a percepção do tamanho do Brasil-continente. O Ferrogrão terá que se estender para o resto do País, sem embargos. O estalo do Padre Vieira vai grassar lá por Brasília, a fim de que o sistema viário flua sem demora.
A matéria de o Globo, no caderno economia, do dia 26 de setembro pp, não fala em trens de passageiros-turismo, não só no trecho de 1.142km na região produtora de grãos do Centro-Oeste ao Pará, como em outras regiões, tendo-se em vista a falta de incentivo e de fomento da mobilidade urbana, uma exigência inadiável.
A respeito da volta dos trens de passageiros-turismo, nada de empreendimento foi feito até agora. Silêncio de todos os governos passados e do atual. A matéria divulga que a concessão será, num primeiro momento, de 65 anos. Muito longo tempo, pois o retorno de investimentos, se bem gerenciados, será em curto e médio prazos.
Ao contrário das concessões das Malhas, a partir da década de 90, no edital para a Ferrogrão, deverá haver janelas operacionais para a circulação de trens de passageiros-turismo.
Venho defendendo, há anos, que, sem a participação do modal ferroviário, nunca haverá mobilidade urbana, pois, o sistema estará “capenga” por completo.
A previsão, em termos de aporte, será de R$ 12,6 bilhões, verba que dará para esparramar trens de passageiros no citado trecho e em outras regiões do País.
É sabido, e já declinei que, o transporte de cargas, à curta distância de 500 quilômetros, o recomendável para carga deve ser por sobre pneus (caminhões e carreta), sobre os enfoques: econômico, operacional, logístico, entre outros apreciáveis no contexto. Acima de 500, ferrovia.
O governo, através do aprendizado amealhado nas concessões das 6 Superintendências Regionais – SR’s, da ex-RFFSA, não deverá cometer as mesmas gafes das “privatizações ocorridas. As garantias de operações, “no tempo e no espaço” (meu jargão), terão que ser asseguradas no próximo edital que o governo editará do Ferrogão, sem embargos.
A expressão Ferrogrão está no grau aumentativo, mas, se não contemplar a volta dos trens de passageiros-turismo aos trilhos, estará, fatalmente, no diminutivo, pois a população da raia miúda (base da pirâmide social) não perdoará o Programa de Parceria de Investimento.
A minuta do edital será divulgada no próximo mês de outubro, portanto, tempo mais do que suficiente para que tudo saia sem vícios e omissões. Àqueles que vierem a se tornar investidores, tudo, sem se esquecer dos direitos inalienáveis do nosso Brasil, que precisa ter mais ferrovias do que nunca. E estamos conversados!

Fernando abelha,infelismente depois dos governos militares,nao vi um governo que prestasse,o lula foi a pior decepcao que eu vi,nao so continuou,com as privatizacoes,como ainda extinguiu a nossa saudosa rffsa,que canalha,hoje sou a favor,da volta dos militares,eles sao mais nacionalistas.
CurtirCurtir
Prezado Nilson.
Não sei na sua região, mas aqui pelo Nordeste, o desmonte da ferrovia teve inicio com os governos militares.
CurtirCurtir
O então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou no dia 22 de janeiro de 2007 a medida provisória 353, que estabeleceu o término do processo de liquidação e extinguiu a Rede Ferroviária Federal
CurtirCurtir