Pesquisa e edição: Luis Fernando Salles
A concessionária de transporte ferroviário Rumo iniciou em Nova York, uma rodada de encontros com investidores internacionais com o objetivo de fazer uma emissão para captar entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões.
Conforme o Valor apurou, esse montante vai reforçar a estrutura de capital do investimento de R$ 4,7 bilhões que a Rumo pretende fazer em uma de suas ferrovias, a Malha Paulista. As conversas com os investidores devem levar alguns dias e ocorrerão nos Estados Unidos e na Europa.
O restante do investimento deve vir de duas fontes: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de um empréstimo de R$ 3,5 bilhões, e da geração de caixa da companhia.
No ano passado, para se estruturar financeiramente, a empresa fez um aumento de capital de capital de R$ 2,6 bilhões e um alongamento da dívida de quase R$ 3 bilhões com vários bancos.
Os R$ 4,7 bilhões integram um caderno de obrigações que a Rumo tem de cumprir para ter o prazo do contrato de concessão – que vence em 2028 – prorrogado antecipadamente por mais 30 anos.
O montante seria investido ato contínuo à autorização, concentrando-se até 2023, para modernizar a Malha Paulista, duplicando a capacidade de transporte de 35 milhões para 75 milhões de toneladas/ano. O investimento também busca melhorar os índices de produtividade.
A Malha Paulista corta o Estado de São Paulo até desaguar no porto de Santos, onde a Rumo tem um complexo portuário de 11 armazéns e dois berços de atracação.
A Malha Paulista integra o chamado “corredor Norte” da Rumo, responsável pelo trajeto entre Rondonópolis (MT) e o cais santista – o principal fluxo ferroviário do agronegócio. Esse corredor responde por quase 50% da tonelagem transportada pela Rumo.
Na semana passada, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoveu duas audiências públicas presenciais para debater os termos da prorrogação. A assinatura do aditivo dependerá de dois aspectos: o tempo que a agência levará para responder às consultas (o período para envio de contribuições termina no dia 3 de fevereiro) e a avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU). Estima-se, contudo, que a assinatura do aditivo ocorra ainda neste semestre. Procurada, a Rumo não se manifestou sobre o assunto.
Fonte: Valor Econômico

BNDES a eterna mãe para no futuro as empresas ferroviárias abandonarem as linhas férreas que não lhes interessam, favorecendo os roubos de trilhos, dormentes, britas, demais materiais da ferrovia e invasao de terras. Vemos constantemente na mídia esses fatos irregulares.
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Amigos ferroviários
A privatização das ferrovias vem produzindo “monstros” como este. Explico: Pelo texto vão tentar captar R$ 1.8 bilhões no mercado externo, mas vão captar junto ao BNDES R$ 3,5 bilhões, já tem dividas junto a bancos de R$ 3 bilhões. Afinal como é a contabilidade dessa empresa. Seu balanço deve ser uma desgraça. E dizer que privatizaram a ex-RFFSA por muito menos.
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A VAQUINHA CONTINUA DANDO MUITO LEITE.
Pois é, no Brasil é assim, os caras competentes do setor privado, entram com a conversa,e poder publico incompetente, entra com o dinheiro, no caso o BNDES, que depois, de tudo dá errado, como foi o caso da privatização, lesa-pátria da RFFSA, não recebe nada de volta, nem dinheiro emprestado, nem o patrimonio garantidor, pois este .normalmente é abandonado pelos privatizantes.
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Prezado João Batista
O seu comentário é a expressão da verdade. Os desmandos em nosso país acontecem pelos interesses econômicos dos oportnistas ligados aos políticos. Eles sugam todo o nectar e devolvem o bagaço ao governo. Este, de memória curta, passa por cima e deixa o prejuizo para cada um de nós pagarmos com os impostos que nos espoliam. Até quando°
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