Comentários de Fernando Abelha

Recebemos do líder ferroviário Adauto Alves, vice-presidente da Associação Mútua Auxiliadora dos Empregados da Estrada de Ferro Leopoldina – MUTUA e diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF mensagem pela qual faz detalhada análise da batalha entre a FNTF e VALEC Engenharia para conseguirmos que honrassem os Acordos Coletivos de 2015 e de 2016, que a partir deste mês procede o reajustamento em folha de pagamento dos ativos, inativos e pensionistas.

O testemunho de Adauto Alves é a expressão da verdade. A peleja travada pela FNTF no Superior Tribunal do Trabalho-TST, com a sádica VALEC foi alucinante em face aos argumentos incompetentes, perversos e intempestivos apresentados pela Empresa para prejudicar os ferroviários das extintas RFFSA e FEPASA. A FNTF demonstrou coragem de luta por nunca ter se acovardado perante a tanta incompetência, insensatez e demência.

Resta, agora, como lembra Adauto Alves a nova batalha para conseguirmos a revisão salarial sem sonhos, com índices que sejam suportados pelo governo federal, que não conflitem com a precária situação financeira que o País atravessa. Assim, vamos nos colocar dentro da realidade que constatamos e aprovamos junto com o reconhecimento da empresa VALEC, através da Comissão Paritária constituída em 2015, que em seu relatório conclusivo, acatou uma perda a ser recuperada em nossos salários, em torno de 34%, isto até 30 de abril de 2014, independentemente das perdas posteriores e  dos índices inflacionários a serem conquistados em 1º de maio de 2017.

Eis a íntegra do pronunciamento de Adauto Alves:

 PREZADOS COMPANHEIROS FERROVIÁRIOS:

Deus tem sido generoso conosco. Me refiro a conclusão do nosso acordo coletivo. Nossa MÚTUA, parceira da FNTF, através de seu Presidente RAIMUNDO, Diretores ODEVAR, GERALDO e ANITA, se fizeram presença constantes, obviamente acompanhando, respeitando as prerrogativas da Federação e Sindicatos da base nas decisões. Acompanhei passo a passo, este acordo, inusitado na história de nossa ferrovia, segundo palavras de nosso Ministro. De um lado uma empresa incompetente, arrogante, diretoria incapaz, sem nenhum espirito público para conosco, no alto dos seus astronômicos salários, ás vezes até com atitudes humilhantes. Do outro lado a sabedoria, humildade, simplicidade de Hélio Regato, conhecedor de todos os meandros da política trabalhista. Por trás dele 408 ativos, 65.000 aposentados e pensionistas ferroviários, estes últimos com salários que não chegam a RS.1.500,00 reais em sua maioria. Manteve sua altivez, serenidade nas provocações que não foram poucas. Desde o início, pessoalmente verifiquei que a tal VALEC, nenhuma intenção tinha de fazer o dissidio ou acordo. Sempre protelando, desculpas injustificáveis, que se transformou em 2 dissídios, 2015 e 2016 juntos. Iniciou com proposta de índice zero, para quem não sabe, nunca apresentou nenhuma, iniciativa foi por parte do TST. Nos vencer pelo cansaço, era um dos seus objetivos. De repente uma atitude drástica, oficiando as TST, sua recusa em participar do dissídio, o Tribunal intempestivamente em decisão monocrática, o extinguiu. Voltamos à estaca zero. Usando a sua sabedoria, nosso Ministro, impetrou um AGRAVO contra o TST, e decisão deste, retornou à normalidade. Diante dos fatos a VALEC criou animosidades e provocações nas negociações, como um camaleão, a cada dia apresentava uma decisão diferente e absurda, até alteração da cláusula terceira do Acordo enviado, que nos prejudicaria sem sombras de dúvidas. Queria ainda o confronto, criar animosidade, mas nosso Ministro permaneceu firme, em momento algum entrou no jogo deles. Recebia apelos dramáticos por telefone, que eu presenciava, de todo Brasil, pessoas humildes reportando suas dificuldades de remédios e mesmo alimentação. Uma minoria, de melhores salários, não estou generalizando, o pressionava para aceitar qualquer índice, mesmo respondendo que legislava pela classe e não pela categoria, isto o deixava angustiado, tudo isto ficou para trás. Os companheiros de BH e MG, que confiam e acreditam no nosso trabalho, desde o dia 31 quinta feira, já se encontravam com seus valores dos atrasados em mãos. Fiz uso dos correios, e-mails, telefone e entrega de casa em casa, junto com meu companheiro Wellington neste domingo, sentíamos a felicidade e todos, depois de tanto sofrimento, um Natal melhor, sempre com os agradecimentos ao Ministro Hélio Regato. Este, que é avesso a bajulação e elogios fáceis, sabe que as manifestações dos mais humildes é feita com alma e coração também nossos agradecimentos ao incansável professor Abelha com suas brilhantes informações através de seu blog. Gostaria de externar meus agradecimentos a nossa Diretoria da Mútua, que nos deu todo apoio, ao Ministro gostaria de fazer uma homenagem singela em nome de toda classe. Sou um cristão, católico convicto, se estiver cometendo uma heresia, que Deus me perdoe. Ouço sempre na TV Aparecida, uma música que diz “O QUE EU FAÇO SEM JESUS” NÓS FERROVIÁRIOS DIREMOS, O QUE FAZEMOS SEM O JESUS E O MINISTRO HÉLIO REGATO? A classe ferroviária lhe será eternamente grata. Agora com o aval da Federação e Sindicatos da Base, vamos partir para nossa sonhada Tabela de Revisão Salarial, sempre na mente, que para Deus nada é impossível, a prova está aí explícita. Comunico aos companheiros, que além de com muita honra ser Vice-Presidente da Mútua, com muito orgulho fui reeleito e reconduzido a Diretoria da nossa Federação, esperando honrar estes cargos. Abraços a todos, UM FELIZ NATAL E ANO NOVO COM MUITAS CONQUISTAS.”

 Belo Horizonte,05 de Dezembro de 2016-ADAUTO ALVES-MÚTUA e FNTF.