Pesquisa de Luis Fernando Salles – Estagiário

A mais recente publicação do IBGE tratando do perfil populacional indicou que, em 40 anos, a população idosa vai triplicar no Brasil e passará de 19,6 milhões, o que equivale hoje a 10% da população, para 66,5 milhões em 2050. As estimativas são de que a virada começa a partir de 2030, quando o número absoluto e o percentual de brasileiros com 60 anos ou mais de idade vão ultrapassar o de crianças de 0 a 14 anos. Tais dados são emblemáticos e carecem de atenção do Poder Público. A despeito do avanço nas políticas de proteção da terceira idade, ainda há pontos a serem revistos, a começar pelos custos, sobretudo com planos de saúde, que se tornam inacessíveis nessa faixa.

O debate em torno do idoso tem que ser feito despojado de preconceitos, a fim de lhe dar sustentação em todas as faixas. Os jovens, a começar por estes, precisam ter um novo olhar sobre essa faixa etária, pois é o seu próprio futuro que está em jogo. Os projetos na área de saúde devem ser cada vez mais preventivos, a fim de garantir uma velhice com dignidade. E este é um desafio que começa dentro de casa. Os diversos setores precisam estar aptos a lidar com os desconfortos da velhice, a começar pelas doenças como o Mal de Alzheimer, um dos flagelos dos novos tempos. Até a medicina precisa estar envolvida nesse projeto, pois os profissionais são, desde o primeiro período de faculdade, treinados para salvar vidas, quando deveriam ter em pauta, também, a finitude do ser humano, que serve de ensinamento para construir o fim de um ciclo sem os traumas que hoje perpassam as relações, sobretudo, familiares.

Em Juiz de Fora, há avanços consideráveis, com várias entidades atuando em torno da terceira idade, mas trata-se de um projeto que não pode sofrer solução de continuidade, pois, mais dia menos dia, todos, como mostram os números do IBGE, estarão como personagens dessa estatística.

Fonte: Tribuna de Minas, AssPreviSite.