Por Fernando Abelha

Na última terça-feira o Governo Federal informou que o pagamento da primeira parcela do 13º dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será feito a partir de 23 agosto. A informação foi do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Por lei, a primeira parcela tem de ser paga até 30 de novembro de cada ano. De acordo com o ministro, a segunda parcela do 13º salário será paga em novembro.

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou ontem o resultado das contas do governo para maio e os primeiros cinco meses de 2016. Essa conta engloba a União, o Banco Central e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público de previdência que atende aos trabalhadores do setor privado. Segundo o governo, houve uma piora nas contas da Previdência nos cinco primeiros meses deste ano, quando foi contabilizado um déficit (despesas maiores que as receitas) de R$ 49,73 bilhões. Em relação ao mesmo período de 2015, quando o resultado negativo somou R$ 27,47 bilhões, houve um aumento 81% no rombo previdenciário.

Recentemente, o governo elevou para R$ 146 bilhões sua previsão para o déficit da Previdência Social em 2016 – contra um resultado negativo de R$ 86,81 bilhões em 2015.

A equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer, já informou que pretende levar adiante uma reforma das regras da Previdência Social para as novas aposentadorias e discute alternativas com as centrais sindicais.

Fonte AssPrevSaite

Envelhecimento pela base e pelo topo

O IBGE classifica como população economicamente ativa os brasileiros entre 15 e 64 anos. É da contribuição mensal dessa massa de potenciais trabalhadores que sai o dinheiro para pagar os aposentados do INSS todo mês. Em 2.000, haviam 12 brasileiros em idade ativa para manter 1 aposentado.  Em 2.050 serão só 3 por 1. Vale dizer, ainda, que nem todos os economicamente ativos têm emprego e, se o tem, muitas vezes sem carteira assinada. Ou seja, não contribuem para o INSS. 

Embora os governos nem deem bola para isso, vivemos um processo de envelhecimento populacional irreversível, porque é um envelhecimento pela base e pelo topo.

Pela base, porque as brasileiras estão tendo menos filhos. Na década de 60 eram, em média, 6 filhos e hoje só 1,7. Padrão de fecundidade europeu. Com isso há um consequente aumento proporcional de idosos. 
E envelhecimento pelo topo porque, mesmo o grupo de idosos passou a ser mais representativo porque eles estão vivendo mais.

O que isso tem a ver conosco? 

Tudo. A nossa velhice dependerá cada vez mais de nós mesmos e menos do governo, que não terá dinheiro para pagar todas as aposentadorias nos níveis atuais. 
Poupança previdenciária para poder parar de trabalhar não se faz em 1 ano, num curto prazo de tempo. Por isso, mexa-se amigo e tenha um plano B.

Fonte: Renato Follador – CBN