Por Lucas Marreiros, g1 PI

Operação começou após prisão em flagrante de motorista que levava 80 barras de trilhos furtados no Piauí, segundo a PF.

Operação Descarrilho investiga grupo que furtava trilhos, pinos e emendas da antiga RFFSA no Piauí.

Ações ocorreram em Altos, Campo Maior, Campo Maior (PI) e Muriaé (MG), com prisão temporária e buscas.

Investigações começaram após flagrante de motorista com 80 barras de trilhos na BR-343, em Altos.

Material era escondido em galpões e sítios antes de ser levado a Minas Gerais para venda ilegal.

PF calcula furto de 200 km de trilhos; investigados podem responder por furto qualificado e associação criminosa.

Grupo suspeito de furtar trilhos do patrimônio histórico da União é alvo da Polícia Federal no PI e em MG — Foto: Divulgação/PF

Um grupo suspeito de furtar mais de 200 km em trilhos ferroviários que fazem parte do patrimônio histórico da União foi alvo da Operação Descarrilho, da Polícia Federal (PF), no Piauí e em Minas Gerais nesta sexta-feira (20).

O material incluía trilhos, pinos e emendas metálicas da malha ferroviária desativada em Altos e Campo Maior, no Piauí. A estrutura pertencia à antiga Rede Ferroviária Federal S.A.

Os agentes cumpriram um mandado de prisão temporária contra um homem de 36 anos, que não teve o nome divulgado, e cinco mandados de busca e apreensão em Campo Maior (PI) e Muriaé (MG).

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária do Piauí.

Prisão em flagrante levou à investigação

No fim de 2025, a Polícia Federal prendeu em flagrante um motorista que transportava cerca de 80 barras de trilhos em um caminhão na BR-343, em Altos.

A partir dessa prisão, as investigações avançaram, com apoio das polícias Civil e Militar de Campo Maior, e identificaram um grupo que furtava trilhos, pinos e emendas metálicas da malha ferroviária desativada.

Segundo a PF, o material furtado era escondido em galpões, chácaras e sítios da região e depois levado para Minas Gerais, onde seria vendido ilegalmente.

A PF estima que o prejuízo ao patrimônio público é considerado relevante devido à extensão de material subtraído. O grupo pagava motoristas por tonelada de material transportado para outros estados.

Os investigados podem responder por furto qualificado e associação criminosa, crimes que somam penas superiores a 10 anos de prisão