Por Fagner Santos

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Diário da Região – O Governo Federal está em processo de devolução de 3.001 quilômetros de ferrovias não operacionais da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL). Essa devolução abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

 Ceará, por exemplo, são 600 km de trilhos que ligam Fortaleza ao Crato, atualmente sem uso. A iniciativa visa revitalizar essas malhas ferroviárias, que podem ser transformadas em sistemas de transporte de passageiros.Trem azul na grama

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Para viabilizar essa transformação, o Governo Federal aguarda um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), previsto para fevereiro. O estudo analisará a possibilidade de converter os trechos não operacionais em serviços de transporte de passageiros.

O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Cezar Ribeiro, enfatizou a importância de transformar esses ativos em benefícios para a população local. Leonardo Ribeiro destacou que os estudos finais estão sendo realizados para destinar os trechos não operacionais a veículos leves sobre trilhos (VLT) e outras soluções relevantes para a mobilidade urbana.

O Ministério dos Transportes planeja implementar um novo procedimento de “chamados públicos” para atrair o setor privado, que já demonstrou interesse em recuperar essa infraestrutura ferroviária.

A devolução da malha não operacional é um passo estratégico da FTL para focar na operação e modernização do trecho de 1.237 km entre Fortaleza e São Luís. Segundo o presidente Ismael Trinks, o acordo com o TCU já foi fechado e o processo segue para a ANTT. Além da revitalização da malha, o Ceará está avaliando outros projetos, como a implementação de um trem regional ligando Fortaleza a Sobral e a expansão do VLT na região do Cariri. Especialistas acreditam que aproveitar essas ferrovias é crucial para integrar diferentes modos de transporte, reduzindo custos e congestionamento