A propósito da matéria publicada nesta quarta-feira (27) “ Suzano engaveta projetos bilionários de ferrovias em MS” recebemos do ferroviário Sergio Iaccarino o seguinte comentário:

O último parágrafo do informe a seguir replicado é definitivo em termos de constatação de uma incoerência, certo?

“Por enquanto, sem o ramal ferroviário, a celulose terá de ser transportada por cerca de 140 carretas diariamente ao longo dos cerca de 240 quilômetros da fábrica até a ferrovia.”👆👆👆👆👆 Se esse não é um diferencial competitivo em um Brasil que propaga muito a discussão sobre sustentabilidade, mas discute na verdade PROJETOS INSUSTENTÁVEIS, já não sei mais o significado de tal palavra.
Se fala em ambiente, em social e em governança, ou seja a trilogia ESG, mas na prática o que se constata é uma total aversão à racionalidade, ao serem colocadas 140 carretas/ dia na rodovia, isso não ocasiona um forte impacto ambiental?

O modo ferroviário de transporte, assim como o modo aquaviário (cabotagem, navegação interior e longo percurso) se evidenciam como os que tem maiores eficiências energética, econômica e ambiental! No entanto, o Brasil continua a privilegiar o transporte rodoviário, o qual, com inaceitáveis 62% de participação na distribuição intermodal do transporte de cargas, permanece distante do que se pretenda denominar de SUSTENTABILIDADE.

Atenciosamente,

Sergio Iaccarino,