Revista Ferroviária -A Union Pacific Corporation (UP) e a Norfolk Southern Corporation (NS) anunciaram um acordo em que a UP adquirirá a NS por meio de uma transação envolvendo dinheiro e ações. O negócio resultará na criação da primeira ferrovia transcontinental dos Estados Unidos.

O acordo atribui à NS um valor empresarial de US$ 85 bilhões e estabelece o valor de US$ 320 por ação, com base no preço de fechamento não ajustado das ações da UP em 16 de julho de 2025. O montante representa um prêmio de 25% em relação à média ponderada por volume dos últimos 30 dias de negociação da NS até essa data. A empresa combinada terá valor superior a US$ 250 bilhões.

Durante teleconferência com analistas realizada na sede da UP, em Omaha, Nebraska, o CEO da UP, Jim Vena, e o presidente e CEO da NS, Mark George, afirmaram que o acordo representa um marco para as companhias, para a economia dos Estados Unidos e para a cadeia de suprimentos nacional.

Se aprovada pelo Surface Transportation Board (STB) e por outros órgãos reguladores, a fusão conectará mais de 50 mil milhas de rota, da Costa Leste à Costa Oeste, e integrará cerca de 100 portos, com cobertura em praticamente toda a América do Norte. Segundo os executivos, a nova estrutura transformará a logística e o escoamento de cargas nos Estados Unidos.

A transação também depende da aprovação dos acionistas da UP e da NS. A previsão é de que o processo junto ao STB leve até seis meses para a apresentação da solicitação, seguida de até 16 meses para análise do órgão regulador. O fechamento do acordo está previsto para o início de 2027.

Em nota conjunta, as empresas afirmaram que a ferrovia transcontinental “conectará pessoas, fortalecerá comunidades e construirá uma América mais forte e competitiva”. Segundo o comunicado, todos os funcionários sindicalizados que desejarem permanecer na empresa combinada terão essa possibilidade.

UP e NS informaram ainda que pretendem formar “a ferrovia mais segura da América do Norte” e oferecer um serviço considerado excelente aos clientes. A nova empresa deverá oferecer um transporte de carga mais rápido e abrangente, com eliminação de atrasos em trocas de trens, abertura de novas rotas, expansão dos serviços intermodais e redução de distância e tempo de trânsito nos principais corredores ferroviários.

As companhias também afirmaram que a integração proporcionará uma alternativa mais competitiva ao transporte rodoviário, ajudando a reduzir a congestão nas estradas e o desgaste das vias públicas, financiadas por recursos públicos. Atualmente, UP e NS investem cerca de US$ 5,6 bilhões por ano em infraestrutura, inovação e expansão da malha ferroviária.