Band.com – Pelo menos três estações da Supervia estão em processo de favelização, segundo um relatório feito pelo vereador Pedro Duarte. O levantamento indica que em 16 estações do sistema há constantes casos de evasão tarifária, quando passageiros que não pagam passagem.
Os dados foram coletados durante fiscalizações em 38 estações entre março e maio deste ano. O grupo verificou que os passageiros se aproveitam de muros baixos e cercas danificadas, além de caminhos alternativos com entrada direta pelos trilhos, montados com a tolerância dos próprios funcionários.
11 estações com evasão documentada estão no trecho do sistema que fica na capital: Jacarezinho, Del Castilho, Tomás Coelho, Mercadão de Madureira, Costa Barros, Pavuna, Manguinhos, Parada de Lucas, Mocidade / Padre Miguel, Senador Camará e Paciência. Outras cinco ficam em outras cidades: Olinda, em Nilópolis; Presidente Juscelino, em Mesquita; Queimados; Japeri e Duque de Caxias.
A pior situação foi verificada na estação do Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio. Lá, um comerciante chegou a indicar o caminho alternativo para o grupo como a entrada principal. Ele tem início no muro da estação e segue por um terreno da Light até o fim da plataforma. Um segurança teria chamado a rota de “protocolo informal”.
Em 2023, o número chegou a 54 mil passageiros que burlavam o pagamento de passagens, fazendo com que a concessionária deixasse de arrecadar mais de R$ 8,4 milhões mensalmente. Atualmente, esse número é de 18 mil, segundo a SuperVia.
Já entre Jacarezinho e Del Castilho e na estação de Campo Grande, o relatório mostrou que os trilhos cortam áreas ocupadas por barracos, casas improvisadas e estruturas irregulares, o que gera risco de acidente, reduz a velocidade dos trens e acumula lixo. Além disso, foi constatada a presença de usuários de drogas.
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Por meio da Lei de Acesso à Informação, a Polícia Militar informou que, só em 2024, foram 51 chamados em áreas de trens relacionados a uso e ao tráfico de drogas.
Em nota, a SuperVia disse que vem contando com mais colaboradores e agentes do Programa de Integração de Segurança, da Polícia Militar e que realiza reuniões constantes com associações de moradores, secretarias estaduais e municipais com o objetivo de diminuir a prática, bem como no apoio para a construção e a conservação de barreiras físicas eficientes.
A BandNews FM aguarda posicionamento da PM.

Foi por essas e outras razões como atropelamentos, excesso de pingentes, que quando no controle das estações, optamos por encerrar esse tipo de transportes na região da grande BH, como os trens de passageiros que circulavam entre BH/BETIM, BH/SABARÁ/RIO ACIMA,/ inclusive nesses trajetos, chegamos a propor às Prefeituras de Betim e de Rio Acima um contrato de integração entre o então METRÔ/BH e as respectivas Prefeituras onde colocaríamos trens de passageiros apenas entre os terminais metroviários implantados, mas nenhum dos 2 prefeitos naquela época quiseram assumir o controle dos trens que seriam cedidos para a opção de integração até a estação que inteligava METRÔ com a malha ferroviária que só atendia passageiros.
Trechos inoperantes para o transporte de cargas, que após o corte do subsídio à RFFSA pelo então Presidente Figueiredo, passamos a dar prioridade a esse tipo de transportes.
Sem comentários! A solução foi interromper os serviços e afastar ainda mais a ferrovia da população. O resultado disso todo mundo conhece. Óbvio que isso não foi a causa do desmonte da ferrovia, mas ajudou bastante. Destruir e diminuir a importância da ferrovia foi uma decisão de Estado, não a consequência de medidas gerenciais isoladas.