IstoÉ Dinheiro – O Ministério dos Transportes pretende promover o leilão da Estrada de Ferro 118 ainda em 2025, segundo o ministro responsável pela pasta, Renan Filho. “Esperamos fazer o certame no segundo semestre e levar mais dois ou três leilões ferroviários para o ano que vem”, afirmou.
Com extensão de 575 quilômetros, a ferrovia EF-118 pretende conectar os municípios de Nova Iguaçu (RJ) e Santa Leopoldina (ES), promovendo a integração da malha ferroviária do Sudeste.
Da extensão total, o trecho de 80 km entre Santa Leopoldina e Anchieta deverá ser construído pela Vale, como contrapartida pela prorrogação antecipada das suas ferrovias, e passará a integrar o contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM).
“Os investimentos em ferrovias são robustos e, muitas vezes, não conseguem ficar de pé só com o investimento privado, enquanto temos restrições para os aportes públicos”, disse Renan Filho. “Por isso, precisamos de soluções inovadoras”, complementou.
Ainda no setor ferroviário, Renan Filho falou sobre as discussões para renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FAC). Segundo o ministro, o processo está em reta final. “Iremos bater, em breve, o martelo pela renovação ou encaminhamento para a licitação e leilão”, explicou.

Não acredito no lançamento do edital para este ano. O contrato com a FCA ainda está vigente e o trecho, no Rio de Janeiro, entre Ponta da Lama/Campos dos Goytacazes e Itaborai, faz parte do mesmo e ainda não foi devolvido, contido no processo de rrkicitacao da FCA que se arrasta desde 2021. Dele, pelo traçado projetado para a EF 118, cerca de 80% será leito da mesma. Então, necessário resolver a relicitação ou esperar o final da conceção que se dará em 2026. Um outro impasse para não sair neste ano, são questionamentos ambientais, sendo preparados para as devidas Manifestações, inclusive judiciais. O traçado está previsto para cortar duas Reservas Ambientais(Poço das Antas e União).
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A ferrovia Rio-Vitória, com o novo traçado, é importante. Não resta dúvida! No entanto, não produzirá os impactos necessários na matriz de transportes do país, especialmente nos fluxos que envolvem o Porto do Açu. Entendo que a EF-354 é a solução mais adequada para o Brasil, impulsionado regiões economicamente estagnadas e contribuindo para corrigir desigualdades que se aprofundam.As regiões Norte e Noroeste Fluminense e o Centro-oeste terão ganhos significativos com a ferrovia. O projeto da EF-118 está sendo apresentado como uma “gambiarra” e corre o risco de ser mais uma obra ferroviária que não será concluída ou que vai se arrastar por décadas, exceto o tramo até o Porto do Açu. Me lembra muito um ferrovia iniciada e inacabada, o linha Dom Silvério-Nova Era, o fantasma que continua assombrando a região. Quais interesses obscuros estão por trás do “esquecimento” da EF-354?
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O correto seria “exceto o tramo até o Porto de Ubu”, que interessa à Vale, o restante, …, deixa para lá!
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