Por José Alencar dos Santos
Pois é… enquanto isso, o Governo do Estado Rio silencia diante do abandono da chamada Linha do Litoral, pela Concessionária FCA, com conivência de órgãos federais como ANTT e DNIT, e governos municipais (são nove os municípios cortados por ela).
Em nível estadual até houve o início de desenvolvimento de Planos que inseriam o modal ferroviário, como o PELC (Estratégico para Logística de Cargas) e PEF (Estratégico Ferroviário). Dentro das fazes, houve a de recebimento de propostas para Cartilha de Projetos. Não avançou muito…houve várias substituições(políticas) de Secretários Transportes… Já na ALERJ, há algum tempo atrás, foi aprovado um Projeto de Lei, sancionado pelo governador da época, que estabelecia sobre Programa de Incentivo no universo de aproveitamentos de trechos ferroviários para fins turísticos. Nasceu morto porque incluía trechos, claramente impossíveis (por não viabilidades econômica e social) de serem aproveitados, enquanto trechos potenciais da Linha do Litoral, foram “esquecidos”.
Nosso Movimento Ferrovia Viva até tentou emplacar propostas na Cartilha. Buscou parcerias com as Prefeituras de Rio Das Ostras, Casimiro de Abreu e Silva Jardim, sem que houvesse interesse concreto. Mesmo assim, foram enviados. Não houve retorno, buscando mais informações, mas as propostas não foram incluídas. Pior: as 14 inclusões de trechos da Lei Estadual, acima aludida, foram incluídas, numa clara demonstração de desconhecimento e/ou sei lá o quê. Até sei, mas deixa pra lá.
Ainda em nível de Alerj, foi criada a Frente Parlamentar Rio nos Trilhos que nada realizou de concreto. Apenas algumas reuniões sem comprometimentos concretos, enquanto os trechos ferroviários, em vigência de contrato com a FCA, em algumas partes, potenciais para transportes de passageiros e trens turísticos, continuavam sendo invadidos, furtados em seus itens, aterrados e asfaltados por administrações municipais. Morta a Frente, porque nada fez e seu deputado-presidente foi eleito prefeito em Macaé, foi criada outra com o nome de Frente Parlamentar Pró-Ferrovia. Também nada realiza de concreto e os “desmandos” sobre os trechos concedidos, continuam.
Vejo São Paulo realizando… Dá tristeza. Entre Campos e Macaé cabe estudo sério de viabilidade para trem de passageiros. O traçado será aproveitado para a EF 118, conforme mantido na Audiência Pública da ANTT, realizada recentemente e as Prefeituras deveriam estar se articulando para isso, inclusive, por que não manter a linha paralela à nova Ferrovia. Também cabe no trecho entre Rio Bonito e Itaboraí, integrando-se com o possível prolongamento da Linha 3 do Metrô Rio a São Gonçalo, tão falado, ultimamente, inclusive. Trens turísticos entre Macaé e Rocha Leão e/ou entre Rocha Leão e Rio Dourado, Casimiro de Abreu e Silva Jardim… São possibilidades não consideradas por nossas autoridades e maioria dos segmentos organizados da sociedade.

E diziam que a privatização proposta e implementada na década 90 do século passado, iria resolver os problemas das ferrovias brasileiras.
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