Texto encaminhado pelo leitor identificado por beautifulspeedily

O desbalanceamento da matriz de transportes brasileira foi a causa principal da “desestatização” promovida nos anos 1990. Passados mais de 30 anos, voltam a falar nesse assunto. Quem sabe agora acaba de vez com o que restou dos trilhos? (contém ironia!).

Hoje os jornais estão anunciando que a indústria brasileira não decola por falta de mão-de-obra especializada. Lembrei dos centros de formação profissional (cfp’s) da extinta RFFSA. Eles foram os primeiros alvos das concessionárias, depois as linhas criminosamente abandonados por elas, que pagaram preços mais baixos, justamente por causa dos ramais de baixa densidade. Em seguida, vieram as mudanças nas regras e exigências (outro crime!), tudo para facilitar as empresas privadas (tão eficientes – mais ironia!). E seguiram por aí. Cada dia uma nova forma de abandono dos trens e uma nova mentira. Aos poucos, foram acabando com os trens.

Ontem, morreram quase 40 pessoas por causa de um acidente que poderia ter sido evitado se a carga estivesse num vagão. Mas o “livre mercado” não contabiliza mortos, danos ambientais, congestionamentos, poluição, desconforto, nada. Ele quer lucros, custe o que custar, morra quem morrer!