Alcir Alves de Souza

A situação dos aposentados e pensionistas da extinta RFFSA, bem como dos ferroviários ativos, parece não incomodar tanto as entidades representativas da classe. Já se disse aqui, num texto recentemente publicado, que a questão, agora, é de honra, de dignidade. É preciso se ter consciência disso. Chega de subserviência, de tanta relutância.

Órgãos do Governo, como INFRA e SEST, sabem que têm sob suas alçadas um dever a cumprir, mas optam por ignorá-lo. Não lhes falta inteligência, mas são, ou se fingem ignorantes, nesse sentido. Agem a seu livre arbítrio, imaginando-se competentes para tanto. As leis que regem os nossos direitos, estão aí, em plena vigência, porém são ignoradas.

Há muito que fazer, bem se sabe, mas falta sensibilidade, compaixão. Nenhuma entidade parece querer assumir, ou “brigar” pelos direitos aviltados dessa combalida classe. A JUSTIÇA DO TRABALHO é o órgão jurisdicional competente, ao qual se deve recorrer. Há muitas medidas protetivas, muitas questões a serem cobradas. Eis o desafio.

Entidades corporativas, tais como as federações, sindicatos e associações, não deveriam ficar aleatórias a isso. Bem se sabe que a busca de solução por caminhos políticos e administrativos tem sido infrutífera, como demonstrada, faz tempo. Há muita demagogia, muita burocracia por trás disso tudo.

O Governo brasileiro, conquanto não se deva deixar de louvar a sua atuação no âmbito nacional, ultimamente, parece mais interativo com questões políticas internacionais. Amiúde, problemas internos, como os dos desamparados ferroviários, que se lhe afiguram de somenos importância, ficam à mercê de decisões, não raro arbitrárias, de órgãos subalternos, tal como ocorre hoje.          

Alcir Alves de Souza

Ferroviário/Advogado