Valor Econômico – O presidente do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), Jin Liqun, disse que o órgão está pronto para fornecer “grandes montantes de recursos” em projetos de infraestrutura do Brasil, como estradas, ferrovias, aeroportos e portos, entre outros. Em especial, Liqun citou a importância de auxiliar o Brasil a melhorar sua ligação com o Oceano Pacífico, o que poderia diminuir o tempo de exportação do agronegócio para a China, por exemplo.
O presidente do banco falou sobre o assunto após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Também participaram do encontro a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Dilma Rousseff, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo Liqun, o que falta para o banco liberar os recursos são “projetos de grande porte”.
“O Brasil é um dos membros mais importantes e de destaque da Ásia e estamos prontos para fornecer uma grande quantidade de recursos para o seu país. Até agora, estamos adequadamente capitalizados e não temos restrições de capital. Desde que tenhamos bons projetos, forneceremos financiamento. Queremos projetos de grande porte”, disse.
Segundo ele, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura tem atualmente apenas três projetos no país, que totalizam US$ 350 milhões. Na avaliação dele, isso é “pouco”. “Até agora, realizamos projetos que não são muito grandes, mas se houver um grande projeto de infraestrutura, como uma ferrovia, que seja importante para o seu país, ou se houver projetos de conectividade indo para o oeste para alcançar o Pacífico, isso não é um problema para nós. Ficaremos mais do que felizes em fornecer financiamento para projetos de grande porte”, emendou.
Apesar disso, Jin Liqun disse que ele o presidente brasileiro não conversaram sobre nenhum projeto de infraestrutura em específico. “Não discutimos especificamente sobre projetos, pois esta é a primeira conversa. Estamos aqui para uma cooperação de longo prazo e se o governo propor projetos importantes para nós, estaremos prontos”, acrescentou.
“Para operações do setor privado em projetos menores, trabalhamos com o governo estadual, trabalhamos com o setor privado, mas para projetos grandes com impacto, devemos trabalhar com o governo federal. E se o governo quiser realizar alguns projetos importantes, ficaremos mais do que felizes em fazê-lo”, complementou.
O dirigente do banco também afirmou que está em “estreita cooperação” com o Novo Banco de Desenvolvimento, mais conhecido como Banco dos Brics, quando mencionou a questão das mudanças climáticas. Atualmente, o NBD é dirigido pela ex-presidente Dilma Rousseff.
“Estamos comprometidos em trabalhar com o governo [brasileiro] para melhorar a conectividade e a mitigação e adaptação às mudanças climáticas e o desenvolvimento do setor privado. Acreditamos que teremos ótimas perspectivas de trabalhar juntos com o governo brasileiro, o setor privado e o povo, e eu disse que estaríamos em estreita cooperação com o Novo Banco de Desenvolvimento”, explicou.
Por fim, Liqun indicou que o banco pode auxiliar o Brasil também durante a presidência do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. “Por exemplo, este ano, quando o Brasil tiver a presidência do G20 e, no próximo ano, quando tiver a COP 30, se houver algo que este banco possa fazer por vocês, será uma grande honra e um privilégio para nós fazer coisas para o seu povo”, concluiu.

O NEGOCIO AGORA É ACELERAR, É PEGAR OU LARGAR,NUNCA TINHA VISTO ANTES. TANTA DISPOSIÇÃO PARA INVESTIR NO BRASIL, QUE TAL PEGAR LOGO UNS MILHÕES PARA CONCLUIR A TRNSNORDESTINA, ? QUE VEM SE ARRASTANDO HÁ MAIS DE 20ANOS.
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O Brasil não é para amadores. A EF-354 é fundamental para a competitividade das exportações brasileiras e para a consolidação do Porto do Açu, estimulando o crescimento da Zona da Mata mineira e das regiões Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro. Há interesse dos chineses no projeto, no entanto, parece que existem interesses outros, obscuros, que impedem a sua execução. O silêncio dos governadores e deputados das regiões citadas é ensurdecedor. Isso ressalta como eles são despreparados e incompetentes.
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