Por Fernando Abelha

“Dignidade restaurada e justiça feita” afirmam os advogados

A justiça Federal do Rio de Janeiro absolveu sumariamente, no último dia 25 de junho, o ex-presidente da Fundação REFER, Marco André Marque Ferreira, e mais 10 executivos, envolvidos em inquérito que apurou  possível  má gestão em investimentos da Fundação REFER, no período de 2009 a 2012..

A juíza Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal do RJ, discordou da acusação sob o entendimento de que “o delito de gestão fraudulenta deve ser narrado e detalhado, o que não aconteceu na denúncia do Ministério Público. A descrição da conduta na prática do crime não condiz com o risco do próprio negócio ou mesmo excesso de risco. É imprescindível que venha descrito na denúncia em que consistiu a prática de fraude na gestão dos investimentos à época dos fatos.”

A magistrada considerou, ainda, que “ao longo da investigação foram decretadas medidas cautelares de sequestro de bens, busca  e apreensão, quebra de sigilo bancário, prisão cautelar, sigilo fiscal e que, mesmo assim não foram obtidas quaisquer novas provas  que corroborassem a materialidade delitiva  exposta na denúncia.”

Esse entendimento levou a juíza decretar absolvição sumária de todos, e retirar todas as acusações apresentadas desde a fase inicial do processo.

Os advogados Maíra Fernandes e Guilherme Furniel, por sua vez, afirmaram que “é uma decisão que recalcula a rota da legalidade e traz um pouco de paz a diretores e outros executivos que sempre dedicaram seus esforços pela REFER e nada de ilícito praticaram, mas que sofrem as agruras de uma acusação leviana  há mais de 10 anos, com todas as consequências  negativas   de tudo o que uma acusação injusta como essa  implicou em suas vidas”.

Da mesma forma, o advogado Flávio Fernandes assim afirmou: “Essa decisão encerra um ciclo de 10 anos de trabalho árduo, entre investigação e ação penal, que incluiu prisões cautelares, bloqueio de contas, busca e apreensão além de sequestro de bens. Dignidade restaurada e justiça feita.”

Fonte G1, O globo