Por Fernando Abelha
Em flagrante e injustificável rotina persiste a Diretoria de Administração e Finanças da INFRA S. A. em postergar o agendamento de reunião com os Sindicatos da categoria dos ferroviários da extinta RFFSA, para decidir o reajustamento salarial da categoria, pela inflação anunciada, anualmente, com aval da área econômica do Governo Federal.
Assim, esta atitude de empurrar para o mês seguinte, se repetiu de maio 2023 a maio de 2024, culminando, após um ano, novamente, com reajustamento inferior à inflação do período sem o pagamento de juros e correção monetária. Essa desumana e vergonhosa atitude ocorre a cerca de 20 anos. Avilta os vencimentos dos trabalhadores ferroviários, hoje com perdas em torno de 60% nos salários o que abrange 21 níveis da Escala Básica de Cargos e Salários da então RFFSA, hoje com valores abaixo do salário mínimo.
São milhares de trabalhadores nesta situação, aposentados e pensionistas, com idade média acima dos 70 anos, entre os quais, maquinistas, empregados de estações, depósitos, oficinas, via permanente, administração, segurança e outros. Muitos passam necessidade ou dependem de ajuda familiar.
Este vergonhoso comportamento se repete por todos os governos federais destes últimos 20 anos.
Até quando esta nódoa perdurará?
Por especial atenção do ferroviário Álvaro Sanches, diretor da FNTF, publicamos a seguir a íntegra do Ofício encaminhado pela INFRA S. A. à Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários-FNTF e aos seus Sindicatos da base, pelo qual comunica o adiamento da reunião até 30 de junho.
Ressalte-se que os comentários acima inseridos são da iniciativa do editor deste veículo de comunicação social.
“INFRA S.A.
Presidência
Diretoria de Administração e Finanças
Superintendência de Gestão de Pessoas
Gerência de Desenvolvimento de Pessoas
OFÍCIO Nº 230/2024/GEDEP-INFRASA/SUGEP-INFRASA/DIRAF-INFRASA/PRESI-INFRASA/DIREX-INFRASA/CONSAD-INFRASA/AG-INFRASA
Brasília, na data da assinatura.
Aos Senhores Representantes Sindicais
Assunto: Acordo Coletivo dos empregados da Ex-RFFSA/Infra S.A. 2024-2025.
Prezados Senhores representes dos Sindicatos,
Considerando que o processo de negociação coletiva de trabalho 2024-2025 dos empregados da Ex-RFFSA/Infra S.A. não foi iniciado, informa-se a prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho vigente até 30 de junho de 2024.
Qualquer dúvida poderá ser enviada para o e-mail gedep@infrasa.gov.br.
Atenciosamente,
(Assinado Eletronicamente)
CLEBER DIAS DA SILVA JÚNIOR
Superintendente de Gestão de Pessoas”

É vergonhosa a atitude da INFRA.
CurtirCurtir
Se as entidades classistas, a quem cabe agir, continuarem nesse marasmo, passivas e submissas, não há dúvida de que a INFRA e a SEST continuarão com o mesmo procedimento. Já perceberam a fraqueza, a falta de dinâmica, dos que as dirigem. Uma enchurrada de telegramas, enviada num só tempo, pelas federações, sindicatos e associações, à Presidência da República (ainda que passe pelo crivo da Secretaria de Comunicação), solicitando uma audiência presencial, é bastante sugestiva. Repercutiria, com certeza.
CurtirCurtir
Correção: enxurrada (usada no sentido figurado).
CurtirCurtir
Diretores de estatal, com os régios salários, pagos com o nosso dinheiro, em dia, pouco se importam com aqueles que trabalham e trabalharam duro para manter o status vigente.
Muito triste!!!
CurtirCurtir
A grande verdade é que a RFFSA acabou, por isso esses imbróglios continuam atormentar as pessoas. E agora estão criando uma comissão para resolver questões referentes a paridade. E como a CBTU ainda está em atividade, e muitos perderam ganhos a partir de 2009; vamos aguardar a boa vontade dos governantes. Mas de todo o caso que pelo menos resolvam a situação da tabela defasada, incorporando os salários com os ATIVOS; que é bem maior. Aí sim é uma questão de paridade racional.
De qq maneira, tudo isso é muito vergonhoso para uma Classe que deu muito suor para esse País; triste realidade no final da vida.
CurtirCurtir
Boa vontade dos governantes, é algo que não existe no nosso dicionário: vide os últimos 20 anos!
É ingenuidade pensar que aqueles que reajustam seus exorbitantes salários, e penduricalhos dos mesmos, pagos com o nosso dinheiro, por índices bem maiores que a inflação, estarão preocupados com os aqueles que pagam todas estas imoralidades. Infelizmente!
CurtirCurtir