Por Alcir Alves de Souza

Ferroviário aposentado, advogado

Ainda se aguarda uma manifestação convincente, do senhor presidente da FNTF, a respeito do entrave que fez com que estacionassem as negociações sobre reajustes salariais da classe. Não aceitamos esse silêncio, presidente. Está-se, ao mesmo tempo, diante de uma ação provocativa e desafiadora, que exige uma reação, uma providência imediata.

As manobras, de baixo nível, adotadas pela INFRA S. A, supostamente com o aval da SEST, afigura-se eivadas de suspeitas. Há vestígios de ato criminoso nesse imbróglio que se estabeleceu, que está a exigir dessa gloriosa entidade que dirige, uma posição firme e contundente. Não há lugar para omissão, num momento cruciante como este. Abaixar a cabeça, curvar-se diante de imposições absurdas, tanto da estatal quanto da SEST (que age e opera como se fosse o próprio Ministério da Gestão e da Inovação), não é tolerável. Não seria isso um sintoma de covardia, medo de enfrentamento? A situação é grave, pelo que penso caber uma interpelação judicial. A responsabilidade civil e criminal é flagrante. Alguém deveria responder por isso.

As figuras que estão à frente de órgão da União, como a INFRA S.A e a SEST, parecem bitoladas, desinformadas em matérias de direito e de obrigações. A legislação para elas, nas questões que envolvem interesses dos ferroviários, passa ao largo, ou à distância. São absolutamente insensíveis. A elas nada acontece. Há milhares de irmãos nossos, companheiros de luta, que há mais de uma década, vivem em estado absoluto de pobreza, junto com as respectivas famílias, auferindo ganhos, por vezes, inferiores ao valor do piso salarial nacional.