Por Fernando Abelha

A propósito da matéria “Economia pós-pandemia propõe nova agenda econômica” recebi de amigo de tempos memoráveis, gestor de importantes seguimentos da economia nacional, comentário que por sua coerência e independência política transcrevo parte:

– Fernando, li em seu blog os comentários sobre o novo livro da Esther Dweck e outros. O PT, com seu anacronismo, populismo e falta de responsabilidades tradicionais (Gleise Hoffman, como sua estrela maior) estão atacando diuturnamente o Haddad e sua equipe por estarem fazendo uma política fiscal responsável, não deixando que a economia volte àquela situação lastimável em que a Dilma deixou e que sofremos as consequências até hoje.

Com meus parcos conhecimentos de economia e observação ao longo dos anos, no Brasil e nos países em que vivi por períodos, entendo que a administração pública guarda semelhança com a familiar. Não se pode gastar mais do que se ganha nem se endividar além do administrável.

No caso de um país, conhecemos bem os resultados aqui em nosso torrão: inflação alta, que pune principalmente os mais desvalidos, desvalorização da moeda e mercado desorganizado, além de afastar novos investimentos nacionais e estrangeiros.

No governo anterior e tampouco neste se falou em racionalizar gastos, disciplinar salários do setor público e mais do que tudo impedir escancarar o tesouro para que os políticos se locupletem. Foi uma vergonha no governo passado e continua sendo neste. Por tudo isso, se ao menos não houver certa disciplina fiscal, viraremos uma Argentina.

Não podemos mais cair nas mesmas armadilhas populistas imediatistas e enganosas do passado. Só adiaria a recuperação do país e aí temos que pensar nos nossos descendentes. Não podemos continuar nessa inanição por mais 10 anos. Abs”