Por Manoel Geraldo Costa:

Foi inventariante da RFFSA; diretor presidente da REFER. É diretor da Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina

-Infelizmente, o abandono da classe pelos diversos governos que se sucederam, é fato consumado, porém, lamentar não resolve nada. A FAEF, Federação que congrega todas as Associações de Engenheiros Ferroviários, está se movimentando da forma que ela acha pertinente, com a contratação de pessoas jurídicas com expertise no trato com órgãos governamentais envolvidos nos assuntos de interesse da classe e temos que apoiá-la. O pior é ficarmos em berço esplêndido, esperando as coisas acontecerem… Não vão acontecer.

Todas as frentes são importantes. A Comissão Paritária, tem um argumento fortíssimo, corroborado com pareceres altamente favoráveis, que dá sustentação para que ela prossiga na busca de nossas perdas salariais. Outra frente, igualmente importante e que precisamos avaliar, é a busca de nossos direitos pela via judicial.

Em todas estas frentes, as pessoas envolvidas necessitam ser transparentes e desprovidas de qualquer ambição pessoal, pois a sofrida classe ferroviária, com os salários congelados há mais de 3 anos e com a inflação, agora galopante, tem o tempo como seu grande inimigo.

Na minha opinião, é preciso que cada ferroviário, da ativa, aposentado ou pensionista se movimente, politicamente, junto ao vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, ministros, etc, de sua relação, levando a cada um destes políticos, a situação de penúria e a injustiça infligida à nossa classe. Poder-se-ia criar um texto padrão para ser divulgado a esses políticos. Em 2022, estaremos em um ano eleitoral, portanto, um momento propicio para um trabalho político. A UNIÃO É ESSENCIAL.
Esta é a minha opinião.
Manoel Geraldo Costa