Por Fernando Abelha

O diretor da Associação dos Engenheiros Ferroviários – AENFER, eng. Hélio Suêvo tece comentários sobre o artigo do eng. Alexandre Said Delvaux “Gostaria de colocar outro tema para reflexão “, publicado recentemente neste blog.

“Parabenizamos o engº Alexandre por trazer à luz esse tema tão relevante e por seus comentários, mas nos permitimos as seguintes observações:

  1. Realmente o trecho da antiga Linha Tronco Barão de Mauá/Vitória (a mais importante linha da E.F. Leopoldina) encontra-se sem operação ferroviária/erradicada/abandonada desde 2010, exceto o subtrecho entre Saracuruna e Magé, onde circula o trem de passageiros da Concessionária Supervia em direção ao terminal de Guapimirim;

     2- O Programa de Investimento em Logística (agosto/2012) para o RJ é o seguinte:

a) E.F-118 (Estrada de Ferro Rio de Janeiro/Vitória) passando obrigatoriamente por Nova Iguaçú, Visconde de Itaboraí, Casemiro de Abreu, Terminais Portuários de Macaé e Açú em Campos dos Goitacazes.

No Espírito Santo comtempla os Terminais Portuários de Ubú em Anchieta e Vitória.

Uma outra alternativa pensada para alcançar o Porto do Açú em Campos, foi o projeto iniciando em Três Rios (malha da MRS), passando por Além Paraíba, Santo Antônio de Pádua e São Fidelis (projeto descartado);

b) A E.F-354 tem os seguintes pontos de passagem obrigatórios:

-Litoral Fluminense, Muriaé, Ipatinga (Vale do Aço em MG), Corinto, Uruaçú (entroncamento com a FNS), Lucas do Rio Verde (MT), Vilhena, Porto Velho, Rio Grande e Boqueirão da Boa Esperança (Acre) na fronteira Brasil/Peru.

3- O subtrecho Ambaí/São Bento/Campos Elísios, construído em 1980/1981, para o transporte de combustível (álcool) para o ramal de São Paulo (projeto RFFSA) nunca foi operado, encontrando-se a faixa da estrada de ferro totalmente invadida;

Para concluir, realmente o RJ em termos de desenvolvimento ferroviário de trens de passageiros urbanos, de média e longa distância, além das novas ferrovias de carga (EFs-118 e 354) não conta com a prioridade dos investimentos por parte do Governo Federal e do Ministério da Infraestrutura.

Diretoria da AENFER”.