Recebemos do Engenheiro Geraldo de Castro Filho e-mail do interesse da categoria ferroviária que transcrevemos na íntegra.

“No dia 29 de janeiro de 2002, um grupo de engenheiros ferroviários compareceu a uma audiência no Ministério da Infra-Estrutura, com um sentimento de ansiedade dúvidas e esperança. 

PRELIMINARES, 

Ocorre que em diversas oportunidades, ferroviários, líderes classistas e sindicais buscaram reconhecimento aos seus direitos, junto aos governos anteriores, recebendo promessas humilhantes as vezes, vazias e inócuas outras vezes. Jamais foram respeitados. 

Desde o Governo Fernando Henrique, que iniciou a extinção da RFFSA, até os governos petistas que concretizaram a destruição da empresa, (quiçá do Brasil também, né?), os ferroviários passaram a ser tratados com desdém tendo seus direitos seguidamente desrespeitados. 

 A própria Constituição Federal e várias Leis foram atropeladas, ferindo o direito inalienável, nelas inseridos, de salários justos respeito aos contratos assinados e valorização dos trabalhos realizados. 

O ferroviário brasileiro teve importante papel no desenvolvimento social e econômico nacional, transportando cargas e pessoas, desbravando sertões onde foram implantadas várias cidades a partir da abertura de negócios propiciados pelos transportes, seguros, limpos e eficientes. 

Somos, igual aos militares, uma categoria de abnegados e patriotas, pau pra toda obra a qualquer tempo e lugar. Jamais deveríamos ser tratados com tamanha indiferença injustiça e incompreensão. 

OS PLEITOS

Em todos os momentos, por ocasião da data dos acordos salariais, os órgãos de governo, Ministérios, Secretarias de Estado e atualmente a VALEC, optaram pela ilegalidade, não aplicando correção, nem mesmo pelos índices inflacionários plenos, aos Planos de Cargos e Salários dos Ferroviários da extinta RFFSA. Nestes Planos, pululam níveis salariais inferiores ao SALÁRIO MINIMO, descumprindo a Constituição Federal e a Lei 4950-A que rege os níveis de salários dos empregados universitários. 

Nos últimos anos a VALEC se negou aos acordos, adiou participações nos Dissídios Coletivos se negou a ressarcir os montantes de atrasados criados pela procrastinação dela, e já teve a cara de pau de oferecer reajuste ZERO aos ferroviários. 

Todavia, ao tratar dos reajustes de seus próprios empregados sempre concordou com os percentuais propostos, sem procrastinações, concedendo às vezes, PASMEM, índices de produtividade. 

UMA NOVA ERA

Então surgiu a oportunidade desta AUDIÊNCIA marcada para o dia 29 de Janeiro de 2020, início do ano, início de uma nova era. 

RETROSPECTIVA

Mas ela não surgiu do nada, não foi obra do acaso. A audiência surgiu a partir da sensibilidade do General Marco Antônio Felício da Silva, que acolheu na bela, Juiz de Fora, um grupo de engenheiros da AENCO, (Associação dos Engenheiros (Ferroviários) do Centro Oeste) a meu pedido, abusando da amizade que celebramos a partir das ELEIÇÕES VITORIOSAS de 2018, quando juntamente com  os Coronéis De Biasi e Miguez e demais colaboradores do JORNAL INCONFIDENCIA nos entregamos de corpo e alma à missão  de trabalhar com afinco para  eleger Jair Bolsonaro e  livrar o pais da hecatombe comuno corrupto petista que se instalava abruptamente no BRASIL. 

Na reunião em Juiz de Fora, o Gal.Marco Antonio Felício da Silva, entendeu e se sensibilizou com nossa luta, resolvendo ter como missão nos conduzir e acompanhar onde fosse necessário para externarmos nossos problemas. Assim fomos parar em Brasília, graças aos bons contatos e respeito que ele merece dos colegas lotados no Ministério da Infraestrutura.

O contato inicial foi com o   Cel. Evandro da Silva, Chefe de Gabinete no Ministério da Infraestrutura que acatou com presteza nosso pedido de audiência e estabeleceu o cronograma.

O grupo da reunião em Juiz de Fora com o General Marco Antonio Felício da Silva, foi composto pelos seguintes participantes:

Eng. Valdson Costa, Presidente da AENCO. Eng. Sergio Messeder de Castro Diretor Financeiro da AENCO. Eng. Sebastião Machado de Oliveira, membro do Conselho Deliberativo da AENCO. Eng. Geraldo de Castro Filho, Membro do Conselho Deliberativo da AENCO e Suplente no Conselho Deliberativo da REFER. 

“PARTIU BRASILIA”.

Fomos para Brasília no dia anterior ao evento para reunirmos com os colegas do Rio de Janeiro que aderiram ao pleito, levando tanto eles como nos, vasto material comprobatório sobre os pleitos, para convencimento das autoridades.

No hotel o General Marco Antonio Felício, traçou as estratégias, nos orientou os procedimentos e conquistou a confiança de todos. 

Estávamos no caminho certo, com a pessoa certa, na hora certa. 

Na data e hora marcada – 10h, chegamos a ante-sala de reuniões e fomos surpreendidos pelo General Marco Felício que se fez presente desde as 8,00 horas, quando antecipadamente, manteve contatos estratégicos para o sucesso da nossa empreitada. 

A partir daí foi só alegria e surpresas. A nuvem de ansiedade, angústia e medo deu lugar a uma aura de esperança. Fomos recebidos de forma extraordinária simpática, com extrema gentileza, por que não dizer carinho, pelo Coronel Marcello Costa, Secretário Nacional dos Transportes Terrestres e posteriormente apresentados ao cel. Evandro da Silva Soares, chefe de gabinete.

Assessorando ao Cel. Marcello, participaram também o talentoso e jovem Coordenador Geral de Ortogas Ferroviárias engenheiro André Luis Ludolfo da Silva, a coordenadora de serviços de informática, Sonia Maria do Nascimento e o eng. Marcio de Andrade, coordenador Geral de Transportes Rodoviário de Cargas. 

O Cel Marcello Costa, discorreu longamente sobre os contratos de serviços ferroviários, firmados com as Concessionárias, renovações dos mesmos, novos procedimentos implantados e as obras em andamento, pontuando o grande sucesso da empreitada e a repercussão dos resultados prematuros influenciando os números do governo. 

Ele demonstrou também, algum conhecimento sobre nossos pleitos e elogiou a participação dos ferroviários no desenvolvimento do país ao longo dos anos e sua importância, sempre atual, no contexto nacional.

Após as colocações do nosso grupo, o Cel. Marcello Costa relatou estar solidário aos nossos pleitos e prometeu se empenhar, dando andamento favorável aos itens afetos a sua área de ação. Prometeu nos encaminhar a quem de direito para solucionar, caso haja, assuntos de responsabilidade de outros seguimentos do Governo Federal.

 Nossos pleitos foram coordenados pela engenheira Clarice Maria de Aquino Soraggi, recebendo pontuações dos demais participantes do grupo os  quais foram o General Marco Antonio Felício, Eng. Sergio Messeder, eng. Hélio de Brito da SR-3, Advogada Edna Bezerra, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários de Minas Gerais e  eng. Antonio Carlos Gabriel assessor da FAEF e minha pessoa Eng. Geraldo de Castro Filho, Membro do Conselho Deliberativo da AENCO e Suplente do Conselho Deliberativo da REFER. 

Nosso grupo discorreu principalmente sobre a ilegalidade nos Planos de Classificação de Cargos, discrepância salarial entre os ferroviários da RFFSA e os empregados da VALEC, sobre a Portaria 283 através da qual a VALEC criou uma Comissão para apresentar soluções aos nossos pleitos e decorridos 6 anos estão empurrando com a barriga. Discorremos também sobre a situação de colegas que não estão recebendo a Paridade, pedindo interceder. 

Ao final o Cel. Marcello Costa colocou várias questões em forma de “dever de casa” a serem respondidas e disponibilizadas pelo grupo à equipe dele, no menor prazo de tempo possível para enriquecer e adensar os despachos que pretende dar aos nossos pleitos.” 

ALEA JACTA EST!!! 

Eng. Geraldo de Castro Filho