Para o Conselho Fiscal: Sonia Caldas Viana – 83 

Para Conselho Deliberativo: Flores Ferreira – 31

Vamos analisar nossa situação desde a extinção da RFFSA. A VALEC só começou a ser uma empresa conhecida quando fizemos parte dela. Criou uma nova tabela para seus empregados que era muito abaixo que a nossa tabela. Mas fizemos que a VALEC existisse. Uma empresa que nunca quis que os empregados da RFFSA fizessem parte de fato de seu quadro, e para isso a própria União fez com que a sede da VALEC, que era no Rio de Janeiro, fosse para Brasília para dificultar aos empregados da extinta RFFSA atuarem na VALEC (revitalizada por absorverem os empregados da extinta RFFSA).

Deram um tiro no pé, não entendem nada de ferrovia e agora a União não sabe o que fazer com eles e ao mesmo tempo não tem equipe capacitada para conduzir projetos para desenvolvimento de ferrovias. A UNIÃO é uma verdadeira ignorância nessa atividade. Olha o que se transformou a Malha Nordeste, gastos absurdos sem desenvolvimento efetivo da Região Nordeste. Essa malha nunca deveria ter sido concessionada. Deveria ter sido mantida e desenvolvida pelo Governo Federal com os valores recebidos nas outras malhas e como formação da continuação de ferroviários, até para caso fosse necessário dar caducidade para algum contrato de concessão das ferrovias da extinta RFFSA, o que está previsto em contrato, mas não é possível aplicar já que não tem com a União administrar e operar una ferrovia, já que nem isso a VALEC teria como fazer.

Operação de ferrovia não se aprende em faculdades, só na própria ferrovia. Foi assim que eu aprendi e vários dos meus colegas. Então, amigos, sermos menosprezados pelo Governo Federal e pelos Ministros do TST é vergonhoso e é isso que temos que demonstrar não só para o atual Governo como para toda sociedade e congresso. Mas isso é um trabalho que devem fazer todas as associações e sindicatos.