Por Fernando Abelha

Os trabalhadores ferroviários da extinta RFFSA entram pelo terceiro ano sem qualquer reajuste em seus salários. Desses ferroviários, poucos se encontram em atividade, transferidos que foram para VALEC Engenharia. Assim, a grande maioria, cerca de 60 mil, aposentados e pensionistas, em avançada idade, também estão sem a revisão dos seus salários.

Esse absurdo descaso com relação aos valorosos ferroviários, acontece todos os anos após a liquidação da RFFSA, refere-se agora aos Acordos Coletivos 2018/2019 e 2019/2020. O primeiro está ajuizado peça Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF no Tribunal Superior do Trabalho – TST e aguarda pauta para mediação entre as partes, o segundo 2019/2020 encontra-se na VALEC desde o final de março na espera de seu pronunciamento.

Enquanto isso, os ferroviários deixam hoje de ter seus vencimentos reajustados em mais de 6%, quando a média dos salários da categoria está em torno de R$ 1200,00. Ao liquidaram com o SESEF e, consequentemente, com o Plano de Saúde auto patrocinado, os trabalhadores ferroviários, como um todo, estão a mercê da péssima assistência médica pública e o que é pior, quase sem recursos para adquirir medicamentos, o que contribui para mais de 2 mil óbitos anuais. Esse foi o presente que o senhor Fernando Henrique Cardoso legou aos trabalhadores ferroviários, com a criminosa extinção da saudosa RFFSA, no que foi acompanhado por Lula da Silva e Dilma. Infelizmente, até o momento, no atual governo, nada é sinalizado para que se faça justiça aos trabalhadores ferroviários que pedem muito pouco, tão somente o que a Carta Magna garante: a correção anual dos salários pelos índices da inflação.