Pesquisa e edição por Luis Fernando Salles

O coordenador de construções ferroviárias do DIF, Jean Carlo Trevisolo de Souza, disse que a ideia de criação de um instituto voltado para pesquisas ferroviárias vem sendo discutida há mais de uma década. Reuniões ainda serão feitas para definir o corpo técnico do Instituto.O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por meio da diretoria de Infraestrutura Ferroviária (DIF), formalizou o final do ano passado, a criação do Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias (INPF). A diretoria organizou uma solenidade em que foi ratificado o estatuto da nova entidade. O presidente do instituto é o atual diretor do Departamento de Infraestrutura Ferroviária (DIF) do Dnit, Charles Beniz.

O país nunca teve um instituto que reunisse o setor de pesquisa ferroviária. O Dnit estudou o modelo de outros países para entender como funcionaria e, desde 2003, estamos lutando, acionando os parceiros, os membros. Agora conseguimos alinhar e deu certo. Em 2016, segundo Souza, o Dnit constituiu um grupo para elaborar estudos de viabilidade financeira para a criação do instituto e de seu estatuto.

Souza disse que as primeiras pesquisas do instituto serão relacionadas às ferrovias de carga. A intenção é que os estudos abordem de maneira mais aprofundada os benefícios dos investimentos no modal para a economia brasileira. Outros estudos analisarão os potenciais dos trens regionais de passageiros.

Nos primeiros quatro anos, chamados de período pré-operacional, o instituto pretende se manter com recursos voluntários. Souza disse que há a ideia de fechar parcerias com as operadoras de carga, indústria ferroviária, associações que representam o setor e entidades acadêmicas (como Escola Politécnica da USP, Unicamp e Institutos de Pesquisas Tecnológicas), que poderiam ajudar a dividir responsabilidades, como custos e receitas.

Fonte: Revista Ferroviária