Colaboração de Carolina Linhares

por Simone Candida

RIO — Coberta de pichações e com pedaços de reboco soltos, a antiga Estação Barão de Mauá, conhecida como Estação Leopoldina, é hoje um patrimônio em ruínas. As condições do prédio, inaugurado em 1926 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foram detalhadas num laudo feito pela Polícia Federal no ano passado. A perícia constatou que há “risco iminente de arruinamento ou desmoronamento de partes do imóvel”. As áreas mais degradadas estão no edifício anexo: o hall de entrada e a escada de concreto encontram-se em “estado avançado de comprometimento estrutural”, segundo os peritos.

De acordo com o laudo de 20 páginas, o colapso da escada “pode atingir ou lançar escombros” sobre o prédio principal. Além disso, há risco de queda de revestimento sobre quem passa na calçada. Outra conclusão é que, na fachada, a marquise em estrutura metálica está em avançado estado de corrosão. Foram encontradas ainda duas áreas com infestação de cupins e muitas rachaduras em paredes e pilastras. Fotos anexadas ao laudo mostram trincas, infiltrações, acúmulo de água e fios expostos.

O edifício histórico tem ainda risco de incêndio. O alerta foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), que na segunda-feira pediu à 20ª Vara Federal do Rio que exija do governo estadual, da União e da SuperVia a apresentação de documentos de vistoria do Corpo de Bombeiros e de um plano de prevenção e proteção contra chamas. “O fato é que, se nada for feito com máxima urgência, o destino da Estação Leopoldina não será muito diferente daquele do Museu Nacional ou de outros tantos bens tombados do país que encontram-se em ruínas”, escreveu o procurador federal Sergio Suiama.

Fonte: Internet, Pablo Jacob / Agência O Globo