Por Genésio Pereira dos Santos
Advogado/Jornalista/Escritor
Creio que não poderia ser outro o título desta matéria, por ser o mais consentâneo, para os ferroviários e ferroviaristas, que há décadas e décadas reivindicam a volta do Brasil aos trilhos, com a circulação de trens de passageiros e de turismo. As associações, as federações e as confederações de classe ferroviária, ao longo de anos e anos batem às portas das autoridades, indicando ser possível, que o ícone de turismo é uma fonte de receita para os cofres municipais do Estado do Rio e de outras unidades da federação.
O jornal O Globo, de 01-08-18, página 13, publica matéria: “Estado quer reativar trens turísticos no interior. ” O professor Victor José Ferreira, de saudosa memória, criou, na década 2000, o Movimento de Preservação Ferroviária-MPF, que rendeu bons frutos, conseguindo reunir em encontros e seminários autoridades, a fim de discutirem-se projetos sobre a revitalização de trechos de linhas, para a volta do Brasil aos trilhos, no Estado do Rio, onde, pioneiramente, circulou, em 1854, o primeiro trem.
A Ferrovia Centro Atlântico-FCA, uma das concessionárias das Malhas da antiga Rede Ferroviária Federal S/A, sofreu multa de R$ 1 bilhão aplicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres-ANTT. Uma parcela de R$ 200 milhões destina-se ao Estado, recurso este, suficiente na recuperação de 150 km de linhas, para o desenvolvimento turístico das cidades fluminenses.
Temos absoluta crença e certeza de que Deus escutou as preces dos ferroviários e ferroviaristas, que há anos sonham e lutam, acreditando na possibilidade de terem-se os trens turísticos nos Estados, proximamente.
Um projeto dessa projeção demanda tempo, não será de imediato, muito embora haja necessidade de porem-se mãos à obra já, numa velocidade de Fórmula I, dada a urgência que o pleito requer, “no tempo e no espaço” (meu jargão).
O trecho de ex-linha entre Governador Portela e Japeri assemelha-se ao de Curitiba- Paranaguá-PR, isto é, muito bonito, rodeado por uma cadeia de montanhas pra ninguém botar defeito; só não tem o mar. Intermediariamente, na localidade de Vera Cruz existe o viaduto Paulo de Frontin, uma atração visitável a todo momento pela beleza de sua arquitetura. A revitalização, possivelmente, caberá ao futuro governador, a partir de 2019. Aliás, nenhum candidato ao governo do Estado Rio manifesta-se sobre a mobilidade urbana, que, obrigatoriamente inclui-se o modal ferroviário, no contexto do sistema viário nacional.
De qualquer forma, vislumbra-se uma luz no final do túnel, requerendo-se, necessariamente, a vontade política de quem estiver à frente do governo do Estado, no próximo ano. Miguel Pereira, Petrópolis, Paraíba do Sul, Valença e Magé esperam que o executivo estadual cumpra o seu papel de gestor, voltado para o turismo, para gaudium et spes (alegria e esperança) do cidadão-contribuinte-eleitor, a fim de que a revitalização se concretize, pois, no plano celestial, Deus escutou as preces da classe dos ferroviários e ferroviaristas, que botam fé no projeto.
gimam@ig.com.br

A valorosa Turma de Santos Dumont após lutar durante anos por uma pequena faixa de intervalos de trens na grade da MRS e não obtendo resposta favorável partiu para outro projeto. Já conseguiu fazer um trem para passageiros que percorrerá o trecho Três Rios a Cataguases – MG. Esse já é realidade. Creio faltar apenas estabelecer os horários de circulação. A composição está em Três Rios – RJ, para o deleite dos futuros passageiros. É Turismo, por enquanto.
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Eu creio que falta uma ação incisiva que obrigue às concessionárias a reconstrução das linhas abandonadas. Essa conversa de que os ramais eram deficitários porque, quando foram realizados os estudos pelo BNDES, a avaliação dos valores mínimos para efeitos da licitação, levou em consideração a necessidade de investimento nas linhas de baixa densidade de tráfego (chamada de metodologia do fluxo de caixa descontado). Isto significa que a FCA e as demais concessionárias se beneficiaram dos ramais criminosamente abandonado. Essa multa de R$ 1 bilhão é fichinha diante do abandono. A questão da Ferrovia deveria ser levada aos candidatos à Presidência para ver se existe alguma proposta consistente sobre o tema. O razoável e decente é determinar o recálculo dos valores do arrendamento e concessão, com data retroativa. A multa passaria de R$ 5 bilhões…valor necessário para reconstruir a malha abandonada.
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* Essa conversa de que os ramais eram deficitários não cola…
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Como se sabe as ferrovias no Brasil acabaram nas mão de duas empresas: VALE e COSAN.
que simplesmente transportam preferencialmente sua produção. o resto é figuração.
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As ferrovias no brasil,acabaram quando foram privatizadas,por esses governos civis.
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