Por Fernando Abelha

Recebemos do ferroviário Adauto Alves, diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários e vice-presidente da Associação Mutua Auxiliadora dos Empregados da Estrada de Ferro Leopoldina, a seguinte mensagem:

“Prezados companheiros ferroviários. Realmente uma semana de cão para a classe ferroviária, que a cada dia vê aumentar suas ansiedades, necessidades falimentares junto a família, há mais de dois anos sem reajuste. Primeiro o problema da REFER; segundo o adiamento do julgamento da URP, para aqueles que estão inseridos no processo nas bases territoriais do Sindicato de Belo Horizonte; terceiro também o adiamento do mais importante. O Dissidio Coletivo, marcado para dia 14/05, e solicitado o adiamento pela VALEC,  atendido pelo TST, que estabeleceu o prazo até dia 31/05/ para que as partes se acordem. Não ocorrendo o Tribunal arbitrará para dia 11/06 o julgamento. Não entro no mérito político, não participo e nem tenho poder de decisão, mas o de informar o que sei. Apurei com transparência, honestidade, nunca por ouvir falar, mas documentado. 

Não é o meu propósito alimentar ilusões ou fantasias. Nosso processo vem sendo conduzido com toda competência e sabedoria por nosso maior líder ferroviário, Presidente HELIO REGATO da Federação e os Sindicatos da Base. Não gosto de usar estas expressões, mas na realidade nosso Ministro, deu um nó na prepotente VALEC, nossa algoz que nos trata com todo desprezo quanto aos Dissídios.

A VALEC sentindo como foi bem fundamentado o nosso processo e substanciado, inclusive com parecer favorável do Ministério Público Federal do Trabalho mesmo não tendo o poder de decisão, este parecer  pode influenciar, reconhecendo os direitos na nossa Revisão Salarial, ela tentou o que se conhece nos meios jurídicos como uma CHINCANA, no nosso caso ao postergar e empurrar com a barriga, ganhar tempo mesmo reconhecendo que autorizou  a formação da Comissão Paritária para revisão de nossa  Tabela Salarial, formada por sete elementos, quatro da VALEC e três pela Federação, portanto com maioria absoluta, durante 180 dias, todos estes atos por parte daquela empresa, que reconheceu nossas perdas salariais, aprovou, assinou, homologou e publicou, não há como voltar atrás.

Na altivez de seus dirigentes, este documento seria mais um que iria para a lata de lixo, somente não contavam com a sagacidade e inteligência de nosso Ministro, que guardou este documento no lugar certo, e o utilizou na hora certa. Desculpe pela extensão acima, mas justamente para pedir a todos, embora nossa situação seja de desespero, não vai adiantar satanizar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, estes já estão condenados pelo povo brasileiro. Vamos gastar nossas energias, apoiando o Ministro, que conduz o processo com toda serenidade. O que desejam é provocar uma ruptura institucional, para fugirem de suas responsabilidades para conosco. Deixemos a revolta de lado, vamos lutar por esta revisão Salarial, que tem tudo para ser acatada. Quando tivermos o nosso salário recuperado o Governo pode nos colocar na FUNAI, ou onde quiserem. !!!! 

Volto a lembrar que no documento oficial do TST, até 31/05, o entendimento das partes não acontecendo, dia 11/06, o Tribunal baterá o martelo. !!!!!” 

B.HOTE, 12 de maio de 2018- ADAUTO ALVES