Por Genésio Pereira dos Santos: ferroviário, jornalista e advogado
Lá se vão 163 anos de ferrovias no Brasil, e estamos buscando, no fundo do baú, as recordações e saudades que emolduram o nosso presente. Defrontamo-nos com uma gama de sentimentos traduzida desde os idos de nossos 14 anos, quando fomos admitidos na Escola Profissional “Carvalho de Souza, da EFCB, onde fomos formados em Ajustador Mecânico (Ferramenteiro), no período de 1947/1951.
Desde aquela saudosa época da então Central do Brasil, aprendemos que devemos respeitar os valores individuais das pessoas que nos cercam e que de nós outros se aproximam, no relacionamento do dia a dia.
Temperamo-nos no culto ao passado pessoal e no de cada qual, quer dos homens públicos, quer dos grandes ferroviários que fizeram e fazem andar os poucos trens de passageiros, em alguns esparsos trechos, nos poucos quilômetros de linhas, por este Brasil afora.
Há anos, estamos acompanhando a evolução dos tempos modernos, era da eletrônica, que vem dominando o mundo e mudando comportamentos, que esses equipamentos proporcionam, “no tempo e no espaço” (meu jargão), registrando atos que dão origem aos fatos, através dos meios eletrônicos, que gravam até o impossível e nos empolgam a todos.
No âmbito ferroviário, somente de uns poucos tempos para cá é que os meios magnéticos deram os passos mais avançados, relativamente aos acontecimentos ferroviários, no sentido “lato sensu,” propriamente dito.
Surgiram, então, os empregados, hoje, quase todos, que detêm o conhecimento da matéria-prima primordial para as Análises de Problemas Tomadas de Decisões Alternativas, bem assim, a metodologia de Detecção Analítica de Falhas de e igual tomada de decisão, graças a dois monstros sagrados, na Área de Desenvolvimento de Pessoal , da extinta Rede Ferroviária Federal S/A, os professores: Wallace de Souza Vieira e o saudoso Victor José Ferreira, que amealharam, ao longo dos anos, os conhecimento gerais e específicos para o exercício de suas funções, naquela falecida estatal.
Em nossa área de atuação, como instrutores da metodologia “Kepner-Trigoe,” ministrando treinamento nas diversas Superintendências Regionais e na Administração Geral, conhecemos, ao longo dos trechos, verdadeiros MONSTROS SAGRADOS FERROVÁRIOS, num plus multiprofissional, sendo a grande maioria integrada por engenheiros da mais alta competência. São eles, até hoje, imprescindíveis como reserva técnica, para efeito de consultoria, dada as eficiência, eficácia e efetividade, no setor de transportes por sobre trilhos, neste País em que as ferrovias são objeto de quinta (5ª) opção das autoridade, e “que só pensam naquilo: rodovias, sabendo que o Brasil precisa de estradas de ferro como sangue de oxigênio. Elas foram e são um celeiro de monstros sagrados ferroviários à disposição do Brasil.

Importante lembrar a atuação do Coronel Stanley Fortes Batista à frente da Residência da RFFSA que muito melhorou o desempenho da empresa. Embora não tenha sido um ferroviário de carreira, vestiu muito bem a camisa da RFFSA.
CurtirCurtir
Jorge
Tivemos a honra de trabalhar com o coronel Stanley quando na Divisão Especial Suburbios do Grande Rio respondiamos pela área de comunicação e assessoria de imprens. Embora subordinado diretamente a um outro grande diretor, coronel Aloysio Weber, reportávamos sempre ao Stanley quando o assunto era relacionado a imprensa. Ele nunca deixou de atender aos jornalistas e levava sempre a informação correta, sem subterfúgios, mesmo quando se tratava de acidentes nas linhas suburbanas da Central do Brasil e Leopoldina. Até hoje me correspondo com ele. Quanto ao coronel Weber, infelizmente, já não se encontra entre nós.
CurtirCurtir
Presidência da RFFSA
CurtirCurtir
Hoje os monstros são outros. assustam os remanescentes ferroviários, destroem a história e resto de nossas ferrovias.
CurtirCurtir