Em face da notícia sobre a Estação Barão de Mauá publicada ontem, reeditamos esta matéria que traz importantes informações sobre o assunto.

Colaboração do engenheiro Jorge Luiz  Ribeiro da Costa

Edição por Luis Fernando Salles

Em janeiro, a 20ª Vara Federal do Rio havia condenado a SuperVia a reparar e restaurar a Estação da Leopoldina, bem tombado pelo estado. De acordo com a sentença, caso as obras não começassem em seis meses, a concessionária estaria sujeita a uma multa diária de R$ 30 mil, limitada ao teto de R$ 20 milhões. Se houvesse descumprimento, a União e o estado deveriam iniciar as obras em seis meses, sob pena da mesma multa. A SuperVia recorreu da decisão e, em abril, obteve uma liminar.

A concessionária alega ser responsável apenas por plataformas, gare (pátio central, onde ficam as bilheterias) e salas no andar térreo. E que a União e o estado, sustenta a SuperVia, como proprietários da construção, deveriam fazer a manutenção do restante do edifício.

Segundo o pesquisador e engenheiro ferroviário Antonio Pastori, vice-presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, com a privatização do sistema, em 1996, a Leopoldina deixou de receber trens de passageiros. Aos poucos, disse Pastori, a estação foi sendo abandonada e perdeu também os trens de carga. Em 1998, o trem de prata, que ligava o Rio (saindo da Leopoldina) a São Paulo, fez sua última viagem.

Fonte: O Globo