Por Luis Fernando Salles

Não é a toa que no exterior se questiona como um país rico em potencial e recursos naturais como o Brasil vive em uma inacabável desigualdade social e em crises financeiras e políticas que parecem não solucionáveis.

A construção, ou melhor, a não construção da ferrovia Transnordestina pode ser uma excelente maneira de se obter essa resposta:

Planejada para desenvolver economicamente e socialmente o interior no Nordeste (umas das regiões mais precárias do País) e levar água a sua população que sofre até hoje com os efeitos da seca (inacreditável tendo em vista as tecnologias que o mundo atual nos proporciona) a ferrovia teve suas obras iniciadas em 2010 e até hoje se encontra longe de acabar, com suas principais operações estagnadas. O orçamento inicial da obra foi de foi de R$ 4,1 bilhões, porém, como qualquer obra no Brasil, aumentou para R$ 6,3 bilhões. Atualmente, o orçamento para conclusão já está em R$ 11,2 bilhões.

Milhares de desempregados, bilhões investidos sem retorno e o povo ainda sofrendo por estar nas mãos de políticos que só pensam no próprio umbigo. Esse é o atual legado daquela que seria uma das principais construções da história desse País.