Por Fernando Abelha
Como bem lembrou o nosso companheiro João Batista, lá de Jaboatão, em seu comentário de ontem, são transcorridos seis meses que a FNTF encaminhou à VALEC – Engenharia o nosso Acordo Coletivo de Trabalho. Na última segunda-feira, estivemos com o presidente da FNTF, Hélio Regato, e este nos informou que aguarda para breve no TST o encontro de mediação entre os nossos sindicados e os representantes da VALEC. Disse-nos que seria melhor esperar um pouco mais para dar uma notícia mais completa, ao invés manter informação especulativa sem nada acrescentar. A FNTF tomou todas as medidas legais somente nos resta aguardar a decisão do judiciário. Acrescentou.
Concordamos plenamente. Mas, pulsa-nos o ímpeto de fazer algum comentário analítico sobre esta indefinida situação. Por castigo que não merecemos fomos jogados nesta VALEC, questionada empresa estatal que ninguém entende para o que foi criada. Seria para construir novas ferrovias. Quais ferrovias foram construídas e o que transportam? Mas, este tipo de barbárie faz parte do nosso País.
A propósito, tivemos recentemente a informação de que o Ministério do Planejamento, através da SEST, teria orientado a VALEC para não conceder qualquer atualização salarial aos ferroviários da extinta RFFSA, sob a alegação de que embora sejam apenas um pouco mais de 300 ferroviários ainda em atividade, esta atualização atingiria, também, aos 60 mil aposentados e pensionistas e isto custaria caro ao erário público. Argumentam, ainda, que ao GEIPOT, estatal liquidada e também jogada na VALEC, foi concedida em janeiro deste ano 5% (cinco por cento) de reposição inflacionária, porque são poucos os empregados.
Mas, que raciocínio perverso. Esquecem que os 60 mil ferroviários já foram 100 mil e no decorrer de mais de um século se dedicaram ao transporte ferroviários de verdade – e não o que nada transporta a VALEC – por mais de 27 mil quilômetros de linhas que cortavam o Brasil do Sul ao Norte. Trabalho desenvolvido por 24 horas nos 365 dias do ano. Estes bravos trabalhadores hoje com idade acima dos 70 anos, na sua grande maioria, e com o salário médio de R$ 1.500,00, necessitam ainda sobreviver. A média de óbitos dos ferroviários e pensionistas da RFFSA está em torno de 2 mil almas por ano. Certamente, os “sábios” gestores do Ministério do Planejamento esperam que estes óbitos aumentem, pela inanição e assim, mais rapidamente, se livrarão deste fardo que são os trabalhadores ferroviários aposentados.
Como se não bastasse, a cada ano eles nos tiram dos proventos alguns quilos de feijão e até mesmo medicamentos, ao nos concederem reajustes sempre abaixo da inflação o que representa hoje mais de 40% de perdas em nossos recursos de subsistência.
Enfim, somos órfãos de pai e mãe. Mataram a RFFSA. Aprisionaram os ferroviários aposentados e pensionistas sob a espada do Ministério do Planejamento, que nada tem a ver conosco. Deveríamos estar no Ministério dos Transportes. Jogaram, como já disse, os poucos companheiros ainda em atividade nesta famigerada VALEC que nada entende de transporte ferroviário. E assim vai o nosso Brasil continental cambaleando e se arrastando pelas precárias e assassinas rodovias com crescentes números de acidentes, enquanto o que sobrou da RFFSA serve a um grupo de empresários oportunistas, os que ganharam as concessões de presente ofertado pelos “Reis e Rainha ” empresários que somente produzem em causa própria. O País que se dane…
Este foi o destino que Fernando Henrique, Lula e Dilma nos ofertou, enquanto Temer nos ilude ao afirmar: “vamos botar o Brasil nos trilhos”. Mas, que trilhos?

Infelizmente,eu nao vejo luz,no fim do tunel,porque os nossos ultimos presidentes foram,os piores que tivemos em nossas historias,so governaram para eles proprios e seus amiguinhos empresarios,que Deus,nos ajude na proxima eleicao.
CurtirCurtir
Vergonhosa a posição do no (des)governo: sem cortar um milímetro na própria carne (ao contrário, aumentando gastos no mercado de compra de votos do congresso), onera aqueles menos aquinhoados, que deram suas vidas para o progresso do país, impedindo que os mesmos tenham uma velhice digna.
É preciso que os ferroviários, da ativa e pensionistas, se lembrem disto nas urnas!
CurtirCurtir
Não me causará espécie,se o Planejamento conceder o aumento que pleiteia a MIn. Luslinda,a bagatela de R$ 30.000,00,em cima de seus proventos de Desembargadora aposentada,enquanto nos nega a ínfima correção que temos direito,como todos tiveram,tanto em jan/17 e maio/17.Isso,é desprezo total por quem levou a vida a servir à nação,operando uma Empresa,que se hoje não está ativa é devido aum êrro político històrico grave, dos (des)governos de FHC para cá !
CurtirCurtir
ARGUMENTOS CHULOS.
Em primeiro lugar, permitam-me e discordar da FNTF de outros congêneres,acho sim, que categoria, sempre que possivel, deve ser informada em relação ao que está acontecendo, mesmo que as coisas não sejam favoraveis,a parte legal realizada pela Federação, deveria receber o reforço politico das entidades,a solução do problema REFER deve-se a uma grande articulação politica,quanto aos argumentos chulos da SEST, estes não se sustentam,os aposentados ferroviários, não podem ser tratados, como aposentados de terceira categoria, pois desde primeiro de Janeiro/2017 o INSS concedeu reajuste a mais de 20 milhões de aposentados, e porque com a gente tem que ser diferente ?
CurtirCurtir
João
As suas críticas sobre a FNTF são intempestivas e injustas. Atualmente somente ela e seus sindicatos atuam em defesa da classe, A outra Federação que se diz independente ( CUT) anda a reboque da FNTF colhendo as migalhas. Quanto a REFER contou com o denodo do seu presidente que por mais de três anos, praticamente todas as semanas esteve em Brasília,, de porta em porta defendendo o processo da dívida. Não basta dizer ser necessário apoio político. Isto todos nós sabemos. É necessário sim que em cada estado da Federação este apoio seja presente mas para isso é preciso que todos se mecham. Não basta dormir em berço esplêndido. As críticas são válidas desde que não sejam infundadas e inconsequentes.
CurtirCurtir
CRITICA ?
Caro João Abelha, em nenhum momento, meu comentário deriva para uma critica a FNTF, apenas permiti-me, discordar da assertiva do presidente da FNTF,que disse, ” melhor seria esperar para dar uma noticia mais completa” entendo que no processo de discurssão de uma campanha salarial, as ações devem estar ao conhecimento daqueles,a que se destina o resultado final desta campanha, ou seja a categoria,ademais, discordar ou concordar faz parte parte do jogo democrático, quanto a dormir em berço esplêndido,como ser individual e membro da classe, fiz e continua fazendo aquilo que estar ao meu alcance,enviei emils aos ministérios, e vários PARA-LAMENTARES, denunciando a nossa situação, infelizmente só o Senador Humberto Costa se manifestou sobre o assunto, inclusive tendo sua carta publicada por este conceituado Blog, por fim um forte abraço, e reafirmando que a luta continua.
CurtirCurtir
Prezado João
Estamos juntos na luta por nossos direitos.
Abraços e obrigado por participar
CurtirCurtir