Colaboração do engenheiro Jorge Luiz

Comentários de Fernando Abelha

Por trás das pichações e da falta de conservação, a beleza do prédio da antiga Estação Ferroviária Barão de Mauá, ponto de origem dos trens da Estrada de Ferro Leopoldina para o Norte Fluminense, Espírito Santo e Zona da Mata de Minas Gerais é o retrato da indecência criminosa dos gestores do Estado União e da Concessionária SuperVia – leia-se Odebrecht.

Inaugurada em 1926, a construção, que vem se deteriorando ano após ano, está no meio de uma disputa judicial: estado, União e SuperVia brigam para decidir quem deve arcar com a restauração do imóvel. No início de setembro o imbróglio teve mais um capítulo: dois desembargadores do Tribunal Regional Federal do Rio anularam a sentença da que havia condenado a SuperVia a fazer os reparos no prédio histórico.

Em sua decisão, o relator Luiz Paulo da Silva Araujo Filho, cujo voto foi seguido por outro magistrado, determinou que a concessionária instale suportes na marquise externa, para evitar seu desabamento, e que a União e o estado instalem redes de contenção na fachada, a fim de impedir a queda de reboco, além de restaurar o prédio.

As lideranças sindicais dos ferroviários reconhecem que a Odebrecht ainda é poderosa.

Fonte: GI