Pesquisa e edição: Luis Fernando Salles
Comentários por Fernando João Abelha

Quando é, flagrantemente, precária a mobilidade urbana nos ramais de Vila Inhomirim e de Guapimirim, no fundo da Baia de Guanabara, enquano a população de Niterói, Itaboraí, São Gonçalo e outros municípios do Estado do Rio de Janeiro, esperam há 30 anos que o governo cumpra as promessas eleitorais de proporcionar melhor transporte aos trabalhadores através de metrô de superfície, é estarrecedor o desperdício da coisa pública, com o abandono ao relento há 12 anos, 28 composições do antigo pré-metrô, um sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT), de menor capacidade que o metrô, que funcionava em parte da Linha 2, nas décadas de 1980 e 1990.
Sob sol e chuva, eles se deterioram lentamente estocados no pátio do Metrô Rio na Cidade Nova, próximo à prefeitura. A Secretaria Estadual de Transportes (Setrans) transferiu, em fevereiro do ano passado, as 28 composições para concessionária assumir a construção de duas subestações de energia, avaliadas em R$ 18 milhões que, até então, seria custeada pelo governo. O assunto está em exame no Tribunal de Contas do Estado
Especialistas em mobilidade urbana contestam que as composições do pré-metrô sejam obsoletas. As composições têm capacidade para 24 mil passageiros por hora por sentido e poderiam substituir as antigas locomotivas a diesel da SuperVia nos ramais Inhomirim e Guapimirim.
Doutor em Engenharia de Transporte, Fernando Mac Dowell, atual secretário de Transportes do município do RJ, responsável a época pelo projeto do pré-metrô, garante que os VLTs poderiam ter sido colocados em operação no metrô antes da compra dos atuais trens chineses. Na visão dele, o governo poderia aproveitar melhor os veículos se fosse criada uma linha de VLT na Barra da Tijuca, ligando regiões do bairro à futura estação da Linha 4, no Jardim Oceânico. “O mais caro é o carro, que já está aí.
Por sua vez o Professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Márcio D’Agosto, lembra que o projeto de 1970 previa um pré-metrô com traçado semelhante ao do BRT Transcarioca. “Se tivesse sido feito há 20 anos, haveria hoje um sistema transversal de metrô na cidade.”
Fonte: Internet, Jornal O Dia
