Por Fernando Abelha

Edição de Luis Fernando Salles

Recebemos através do ferroviário João Batista de Araújo, de Jaboatão – PE e-mail pelo qual, no último dia 24 de maio, o senador Humberto Costa enviou ofício, nº 00035-GSHCST endereçado ao presidente da VALEC-Engenharia, pelo qual insta a VALEC para que seja instaurado o processo de negociação com a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF que, através de Acordo Coletivo do Trabalho – ACT solicitou em 30 de março passado, um encontro de mediação para analisar a atualização dos salários dos ferroviários.

O senador Humberto Costa em seu ofício defende, entre outras coisas, ser “fundamental que se mantenham abertos os canais de negociação entre a empresa e seus trabalhadores, notadamente em períodos de crise e incertezas como o que estamos vivenciando em nosso país”.

Disse, ainda confiar no compromisso da VALEC com os trabalhadores da extinta RFFSA.

No que pese o empenho da FNTF e dos sindicatos da sua base, é de se ressaltar a necessidade de que em cada rincão do Brasil os ferroviários da extinta RFFSA, aposentados e pensionistas, bem como os poucos que ainda se encontram em atividade no Rio de Janeiro e Brasília, também as Associações de Classe por todo o país, procurem os parlamentares eleitos pelos votos dos ferroviários, para que, à semelhança do senador Humberto Costa tomem uma posição em defesa da classe, que a cada ano assiste seus salários serem devorados pela  inflação, sem que a recomposição siga a integralidade da correção monetária difundida pelo governo, justamente, para orientar as instituições nas negociações das atualizações salariais dos seus empregados.

Há que ser considerado, também, que esses mesmos índices inflacionários atingem, os preços dos produtos essenciais, alimentação, medicamentos e outros, indispensáveis à sobrevivência dos trabalhadores.

Assim, fica registrado o nosso apelo, pelo qual, à semelhança do que fez o ferroviário João Batista de Araújo, de Jaboatão, Pernambuco, para que os demais ferroviários, bem como os órgãos de classe, consigam motivar os políticos do seu relacionamento, seja de que partido for, na defesa da nossa classe a cada dia mais massacrada.

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