Comentários de Fernando Abelha

Após a covarde, oportunista, traiçoeira e desonesta administração dos gestores indicados pelo Partido dos “Trabalhadores”, a partir de 2003 até o final de 2007, para administrar o SESEF/PLANSFER – Plano de Saúde dos Ferroviários, sob auto-gestão, a classe se vê hoje a mercê da péssima saúde pública ou paga caro por planos privados.

O que fizeram com os ferroviários? Liquidaram com um ganho social conquistado através de anos de muito trabalho e lideranças, desenvolvidas, principalmente, pelos saudosos e verdadeiros líderes sindicais Demistoclides Batista (Batistinha) e Herval Arueiara, que já não vivem, mas têm os seus nomes respeitados e gravados na memória de cada um ferroviário.

Da mesma forma, o presidente da FNTF, Hélio Regato, e os sindicatos da sua base, têm sido incansáveis para garantir a revisão e atualização dos salários e os direitos dos ferroviários ativos, aposentados e pensionistas. Quanto ao SESEF/PLANSFER, após a intervenção da Agência Nacional de Saúde- ANS, em janeiro de 2008, Hélio Regato abriu as portas da Federação para encontrar um caminho a fim de tentar salvar o Plano de Saúde. Mas, foi em vão pelo fato do então governo do Partido dos “Trabalhadores”, omitir-se para qualquer ajuda em favor da classe ferroviária, que viu correr por água abaixo o seu Plano de Saúde.

Esta realidade é inacreditável…

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal mantêm há mais de oito anos em seu poder, mas sem qualquer solução até hoje, as várias representações encaminhadas por ferroviários e interventores indicados pela ANS, em que denunciam o furto, a partir de 2003, das reservas técnicas do PLANSFER, cerca de R$ 50 milhões de títulos securitizados expedidos pelo Tesouro Nacional, que foram vendidos  fora dos prazos de vencimentos com deságios, em flagrante prejuízo, além de outros R$ 50 milhões deixados em dívidas com os fornecedores o que aniquilou com o Plano de Saúde, em prejuízo a mais de 27 mil ferroviários e seus familiares, por todo o país.

Assim, entregues à própria sorte, restou, apenas, a saúde pública  e raras ações do governo na minimização do desamparado da população como um todo, principalmente dos mais velhos que em face da avançada idade, são rejeitados pelos Planos de Saúde, e os poucos que consegues não podem suportar os altos valores cobrados. Agora, surgem medidas da  Agência Nacional de Saúde – ANS para reduzir os custos da saúde privada.

Recente notícia da ANS dá conta de que em face dos altos preços cobrados e a crescente crise financeira que atinge os Planos de Saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vem analisando o aprimoramento na regulação voltada a possível coparticipação dos participantes e na franquia para procedimentos com custos elevados. Assim, admite-se que os exorbitantes valores cobrados, principalmente aos idosos, certamente, poderão ser reduzidos. .

Para tanto foi constituído um Grupo de Trabalho que reúne as diretorias de Desenvolvimento Setorial, de Normas e Habilitação de Produtos e de Fiscalização da ANS, e conta com a presença de representantes de entidades do setor de saúde suplementar.

Fonte: ANS