Comentários de Fernando Abelha

Recebemos do engenheiro Geraldo Castro Filho (BH) cópia de e-mail a ele enviado pelo engenheiro Walter Ged Chagas (RJ), o qual transcrevemos em sua íntegra, por abordar assunto relevante, relacionado à complementação da aposentadoria dos ferroviários.

Após este alerta, em nosso entendimento, é de que se torna cada vez mais importante à unidade da classe ferroviária através das suas Federações, Sindicatos e Associações de Classe, para análise e discussão da matéria levantada por Walter Ged, a qual é do mais amplo e imediato interesse da classe ferroviária. Locais para reuniões não nos faltam. Apenas no Rio de Janeiro temos os auditórios da FNTF, Associação Mútua, Sindicato da Polícia Ferroviária, em Barão de Mauá e da própria Fundação REFER.

Sobre a hipótese agora levantada por Walter Ged, de sermos alijados do reajustamento salarial sobre os índices complementados pela União Federal, a que temos amplos direitos garantidos por duas leis específicas, risco de há muito, já explanado ao engenheiro Almir Gaspar, vice-presidente da Associação dos Aposentados da Estrada de Ferro Leopoldina, ao presidente da Associação Mútua da EFL, Raimundo Neves e, mais recentemente, ao presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, Hélio Regato.

Fórum de ideias e debates

Quando da ideia de editarmos este blog através da Web, hoje com mais de 120 mil visualizações e cerca de 30 mil acessos individualizados, desde a sua criação em fevereiro último, o propósito pautou-se em transformá-lo em um fórum de debates e ideias permanentes, aberto a todos, universalizando-o pelas regiões geográficas do País, na defesa das garantias sociais conquistadas, historicamente, pelos ferroviários, hoje abandonados e injustamente perseguidos pela VALEC e SECEX, esta última entidade do Ministério do Planejamento para a qual os ferroviários aposentados e pensionistas foram, inexplicavelmente, subordinados.

Da mesma forma, os ferroviários hoje vislumbram atormentados ao testemunharem o descalabro a que foram penalizadas as ferrovias da extinta RFFSA e FEPASA, inadequadamente, concedidas à iniciativa privada, com planejamento acanhado à sua sustentabilidade.

Dentro do entendimento de usar o blog como um fórum de idéias e debates, até o momento, todas as solicitações dos órgãos de classe foram atendidas pelo blog em sua difusão diária, como também, os comentários dos ferroviários que, individualmente, reproduzem as suas opiniões, diretamente, no blog ou através de e-mails. A mesma atitude tem sido oferecida aos políticos, a nível nacional, seja de qualquer partido e credo que, a nosso pedido têm agido na defesa dos direitos conquistados através dos tempos de serviços prestados à Nação brasileira pelos ferroviários. Assim, temos, comprovadamente, obtido apoio de vários políticos às instituições, que ainda resistem ao desmantelamento das conquistas sociais dos ferroviários. No caso específico, a única que sobrou e ainda resiste corajosamente ao seu extermínio, é a Fundação REFER que, por suas gestões conduzidas, até hoje, por ferroviários do bem, nas diretorias e nos conselhos Deliberativo e Fiscal, se mantém protegida de pressões políticas e econômicas, com muita dignidade e competência. Esta é a nossa opinião sobre uma entidade com a qual de há muito convivemos. O mesmo não podemos falar sobre o SESEF/PLANSFER, que nos oferecia um profícuo Plano de Saúde, sobre o qual somos testemunha da sua qualidade, por temos sido dele beneficiário no passado,  e que foi consumido pela corrupção sob a gerência dos indicados pelo chamado Partido dos “Trabalhadores”.

No entanto, dentro da filosofia de criarmos um fórum de ideias e debates, somos totalmente contrários à censura, mas, infelizmente, em alguns comentários de leitores, alguns anônimos, quando atingem com palavras grotescas e ofensivas às pessoas, autoridades, e instituições, sejam de classe ou mesmo governamentais, por uma questão de ética profissional, somos conduzidos, infelizmente, a excluir estes comentários das publicações. Felizmente, são raras estas ocorrências. Assim, entendemos que as participações dos ferroviários, órgãos de classe e políticos do bem, são a única razão de mantermos na web este canal de comunicação.

Eis a íntegra do e-mail a nós encaminhado por colaboração do engenheiro Geraldo Castro Filho:

Caro Geraldo

 Boa tarde.

Com a liquidação da RFFSA, que hoje conta com menos de 400 funcionários na ativa,  associada à “boa vontade” do pessoal da VALEC, a qual fomos incorporados, só que os nossos salários não são os mesmos do deles conforme recentemente divulgado, para conosco, as Leis 8.186 e 10.748 tendem a, muito em breve, se tornarem letras mortas, pois quando o último deles se aposentar qual será o referencial para nossas complementações?

Lembro-me que tempos atrás um trabalho foi desenvolvido pela Associação dos Aposentados da RFFSA propondo que os novos reajustes fossem adotados o mesmo índice atribuído aos dos aposentados do INSS, que àquela época já mostrava que estávamos defasados em relação a eles, não se falava em liquidação da Rede, e o assunto estava seguindo um bom rumo.

Entretanto outras lideranças ferroviárias conseguiram travar seu desenvolvimento, e hoje eu faço uma pergunta: “e agora José”?

Mas como nunca é tarde para se lutar entendo que devemos abrir frentes de serviços junto aos congressistas e outras autoridades para conseguirmos que para os nossos futuros reajustes sejam adotados os mesmos índices dos aposentados do INSS.

Saudações ferroviárias do

Walter Gêd