Por Fernando Abelha

Momento de reflexão e calma está sendo defendido pelo líder ferroviário, ministro Hélio Regato, aposentado do Tribunal Superior do Trabalho – TST e atual presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF, no sentido de que a classe deverá aguardar, um pouco mais, para tomar qualquer iniciativa de deslocamento à Brasília, de vez que, no seu entendimento, a qualquer momento, estará solucionado junto a VALEC a aplicação dos 5% nos salários, referentes à data base de maio de 2015, decisão que fora mediada, em 12 de maio último, em audiência na Turma de Dissídios Coletivos do TST e que terá de ser respeitada. Disse que o Acordo Coletivo-AC a ser assinado e homologado pelo TST, terá de manter o que consta da Ata da referida reunião, quanto a aplicação dos 5%,  apenas para o AC de 2015 e não, também, para 2016 como, agora, pretente a VALEC e, ainda, que deverão ser mantidas as demais cláusulas do AC, a serem defendidas no decorrer deste ano, pelo Acordo que já se encontra na VALEC. Ressaltou “orgulhar-se da disposição para luta que tão bem caracteriza os princípios históticos que marcam os ferroviários, uma categoria obreira e corajosa, na defesa e garantia das conquistas dos seus direitos legais”.

Disse, ainda, reconhecer e respeitar essa grandiosa índole guerreira, quanto à conscientização no sentido de se lançar na defesa dos seus direitos junto aos que conduzem os destinos do povo, para o que estão em vigília permanente a fim de se mobilizarem no momento oportuno, se necessário for, sob a liderança dos seus Sindicatos e Associações e aduziu: “hoje, na sua grande maioria, os ferroviários estão com a idade avançada mas, mesmo assim, estarão unidos por uma causa justa, no caso a defesa de seus proventos”. No entanto, é importante relatar que os ferroviários, defensores históricos e incontestáveis, no decorrer de importantes momentos da vida nacional, para legalidade e manutenção da democracia, se sentem hoje constrangidos, por terem sido abandonados pelas autoridades com seus diretitos renegados e as ferrovias, que tanto amam, dilapidadas sem exercerem o papel que a elas seria destinado: transportar  por este Brasil a fora pessoas e cargas. Isto vem acontecendo após a privatização da RFFSA e da FEPASA, empresas para as quais dedicaram o melhor de suas vidas por dezenas de anos de trabalhos diuturnos, ao enfrentarem ás intempéries do clima para atender o volume de transporte que se conquistasse, sejam nas atividades da via permanente, oficinas, depósitos, estações,  escritórios ou na condução de longas composições de cargas por todo território nacional. Não é, portanto, de justiça que esta obreira classe, sofra qualquer humilhação, enquanto aguarda o respeito aos seus direitos legais. Disse.