Por Fernando Abelha

É grande a mobilização de ferroviários participantes de Associações de Classe e Sindicatos, em vários Estados da Federação, no sentido de ser agendada data e hora para concentração em Brasília, na sede da VALEC- Engenharia, quando os ferroviários participantes das caravanas se encontrarão e formarão um único grupo, com o objetivo de protestar para conscientizar a direção da VALEC, seguindo depois ao TST e assim, tentar fazer cumprir a mediação da Turma de Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho – TST, arbitrada em 12 de maio último, no decorrer da audiência que acertou entre as partes, um reajuste de 5% correspondente ao Acordo Coletivo 2014/2015, mesmo com INPC do período, ter apontafo uma correção de 8,17%.

Foram muitas as mensagens de apoio recebidas por este blog, inclusive de líderes da classe, que se propuseram a acionar parlamentares eleitos com votos dos ferroviários, para que agendem audiência de representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF, com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, no sentido de obter a sua interveniência para solucionar o impasse junto a VALEC- Engenharia.

Informações obtidas na sede da FNTF, confirmam que a VALEC é conhecedora da matéria editada, ontem, por este blog, através da qual denuncia a angústia dos ferroviários aposentados, a grande maioria com idade avançada, sem reajuste salarial há mais de dois anos, para fazer cumprir este direito intermediado pelo TST. Até o final do expediente de ontem, a VALEC não se pronunciara sobre a assinatura do Acordo Coletivo.

Algumas mensagens recebidas

Foram inúmeras as mensagens recebidas por e-mail, telefonemas e pessoalmente, além de comentários no corpo do próprio blog, em solidariedade a este movimento. Por questão de espaço publicamos, hoje, apenas algumas, a seguir:

Do presidente da Associação dos Aposentados da Rede Ferroviária Federal S/A – AARFFSA, Nelson Fernandes Cruz: recebemos mensagem telefônica hipotecando total solidariedade a este movimento em favor da classe ferroviária da extinta RFFSA;

De Odevar Rodrigues dos Santos, diretor financeiro da Associação Mútua Auxiliadora da Estrada de Ferro Leopoldina: “Prezado jornalista – Fernando João Abelha Salles. Infelizmente, a falta de respeito que a VALEC está tendo com os ferroviários aposentados da extinta RFFSA, já passou dos limites. Essa Estatal não quer cumprir decisão feita no TST, em 12/05/2016, quando as partes concordaram com o percentual de 5% para o Acordo Coletivo-Coletivo – A.C. de 2015, a partir de maio de 2014. Diante desse fato quero comunicar ao nobre JORNALISTA Abelha, que nós aqui da ASSOCIAÇÃO MUTUA AUXILIADORA DOS EMPREGADOS DA ESTRADA DE FERRO LEOPOLDINA, a Associação Ferroviária mais antiga do Brasil, que completará 100(cem) anos em 27/07/2017, estaremos à sua disposição para viajar à Brasília, em caravana, a fim de cobrar das autoridades competentes que os nossos direitos sejam respeitados”;

De Francisco Ramos da Silva, Juiz de Fora, MG: “Os ferroviários aposentados de Juiz de Fora, também devem se mobilizar. Tô nessa”;

– De Carlos Ferreira: “Conte comigo nesta luta”…;

 – De João Batista de Araujo- Jabotão- PE: “FINALMENTE UMA GRANDE ATITUDE… vamos lá à porta da VALEC e MPOG para fazermos um barulhozinho, talvez assim, eles percebam que a gente também existe e pretendemos continuar existindo, apesar do arrocho a que estamos sendo submetidos, oportuno seria, que todas as Associações de Aposentados de todo Brasil enviem também uma comitiva para engrossar o caldo”;

  De Francisco Ramos da Silva: Concordo João Batista, mesmo porque, estamos entregues as baratas, como sempre”;

 – De Carlos Ferreira: “o que faz… na direção da VALEC… que não assina  logo este nosso Dissidio? O que será que ocorre nessa direção… Será que os funcionários da VALEC não foram reajustados nos seus vencimentos? Estão com medo de ficar mal visto no governo provisório?…”

 – De Geraldo Saturnino de Braga, Niterói, RJ: “Estamos mobilizando alguns deputados federais que tiveram votos dos ferroviários do Estado do Rio de Janeiro, no sentido de agendar audiência com o ministro dos Transportes, com a presença deles parlamentares, acompanhados de representantes da classe, para denunciarmos esta arbitrariedade. A VALEC desrespeita, inclusive, o poder Judiciário… É o fim…”