Por Fernando Abelha
Ao tomar posse, na última quarta-feira, na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, a economista Maria Silva Bastos Marques disse que não dará tréguas às concessões e às futuras privatizações por entender que no atual momento “a sociedade questiona a alocação de recursos públicos, que são escassos”.
Em seu discurso de posse referiu-se, demonstrando amplo conhecimento técnico, a alguns argumentos que este blog vem especulando, quanto à necessidade de ser reexaminada as concessões ferroviárias, que abandonaram, criminosamente, à própria sorte, mais de 12 mil quilômetros de linhas férreas e desprezaram a carga em geral que circulava pela antiga RFFSA, além do transporte de pessoas. Sorrateiramente, passaram a operacionalizar, apenas, os commodities que atendam os seus interesses comerciais, o que fez das antigas estradas de ferro um cartel de negócios em benefício próprio ou para agradar aos Amigos do Rei.
Com a prometida mudança de filosofia pela nova dirigente do BNDES se espera, na medida do possível, que as linhas ferroviárias concedidas e operadas hoje por poderosos grupos econômicos, sejam modeladas em Parcerias Públicas Privadas – PPPs, onde os investimentos em infraestrutura deixem de ser, principalmente, da responsabilidade do governo que, também, participará da gestão, proporcionando, assim, que a operação ferroviária se estenda ao social, ao transportar a produção agrícola e pessoas nas regiões carentes, segmento de que tanto o Brasil carece e que era desenvolvido pela exterminada RFFSA.
O foco na privatização de serviços de infraestrutura, com mais recursos privados e menos dinheiro público para crédito subsidiado, deu um tom bem claro e oportuno, no pronunciamento de posse de Maria Silvia Bastos Marques ex-diretora do BNDES na década de 90 e que agora retorna com maior poder de decisão na presidência do órgão, sob respaldo do atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Ainda em seu discurso de posse, em determinado momento, Maria Silvia ressaltou que “sem recursos públicos o BNDES precisa escolher prioridades. Cabe ao BNDES financiar projetos cujos retornos sociais superem os privados.”
Com o desafio de atrair recursos privados para as concessões de infraestrutura – entre elas as ferrovias concedidas da extinta RFFSA entregues, hoje, aos Amigos do Rei – Maria Silvia disse ter incluído um novo cargo na sua agora remodelada diretoria. Um assessor, ligado diretamente à Presidência do BNDES, trabalhará com as concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e privatizações, em coordenação com a Secretaria Executiva do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), comandada por Moreira Franco.
Ainda no decorrer da posse, Maria Silvia lembrou que “O banco também possui notória capacidade como gestor, executor e apoiador de processos de diversas formas de desmobilização de ativos, como concessões, PPPs e privatizações” Depois, reconheceu que não há mais muitas estatais para privatizar e que o foco estará mesmo na reformulação das concessões.
Fonte: Internet; O Estado de São Paulo

O que faz essa cambada na direçao da VALEC, ex-funcionarios da RFF, que nao assinam logo este nosso Dissidio? O que sera que ocorre ness a direçao. Sera que os funcionarios da VALEC nao foram reajustados nos seus vencimentos? Estao com medo de ficarem mal visto no governo provisorio.? Olha o Lava Jato, hein!
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Amigo
Vamos a luta para defendermos os direitos da nossa classe já tão espoliada
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