O texto abaixo é uma colaboração de Luiz Carlos Vaz, ferroviário e jornalista, ex-chefe de comunicação da antiga SR- 6 no RS.
“Louvo a iniciativa do Correio Braziliense em levantar a questão da desestatização da Rede Ferroviária Federal, culminando com o editorial publicado na edição de 16 corrente, assim como também parabenizo o leitor Cláudio Luiz Viegas pela sua lúcida carta veiculada no mesmo dia por esse jornal sobre o mesmo assunto.
A desestatização da RFFSA esteve sempre envolta numa nebulosa e nunca ficou bem esclarecida. Durante vários governos a empresa foi passando por um deliberado processo de desmonte até que os “entendidos” concluíram que a estatal não tinha mais condições de ficar atrelada ao estado por ser deficitária, e que a única opção era entregá-la para a exploração privada. Logo a Rede, que chegou a ser considerada modelo de gestão e que era o principal instrumento do governo para regular os preços dos fretes.
Como bem salienta o editorial, o vultoso patrimônio ferroviário, formado durante décadas, virou sucata nas mãos dos amigos do rei. Em minha opinião, essa manifestação do CB poderia servir como trampolim para uma investigação do Ministério Público – mesmo passados 20 anos desde que o crime de lesa-pátria começou a ser perpetrado – que procure respostas que revelem por que uma estatal operante e cheia de gente capaz precisou ser liquidada às pressas.”
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