Comentários de um ferroviário
Por Fernando Abelha
Oriundo que somos da Estrada de Ferro Leopoldina, em Barão de Mauá, onde, indicado por um tio nos submetemos a prova de habilitação em 1954, ainda sob administração dos ingleses que, para seus quadros funcionais, davam preferência aos parentes dos empregados. Posteriormente, fomos transferidos ao Sistema Regional Centro, como assessor de imprensa, localizando-nos no 10º andar da Central do Brasil de onde em 1979, acompanhamos o saudoso Coronel Carlos Aluísio Weber, nomeado que fora presidente da RFFSA, após sua importante gestão como superintendente da Divisão Especial Subúrbios do Grande Rio. Assim, batemos com os costados no 11º andar do edifício sede da RFFSA, o que nos dá uma visão geral, histórica e política do modal ferroviário.
Hoje, quando tristemente vislumbramos o ocaso do sistema ferroviário nacional, com suas Estações pichadas e depredadas, nos 30 mil quilômetros de linhas férreas, por todo o Brasil. Assim é no Ramal de São Paulo; nas linhas Rio x Campos x Vitória; na Zona da Mata de Minas Gerais; por todo o sofrido Nordeste; nos trechos da FEPASA desativados; além do tronco Sul que embora concedido à iniciativa privada está voltado, tão somente, às cargas do interesse dos arrendatários.
Este triste panorama das nossas ferrovias nos faz lembrar da imortal obra de Lima Barreto: “Triste fim de Policarpo Quaresma” , publicada na primeira década do século passado quando de forma jocosa aponta a incompetência dos políticos brasileiros através dos tempos, chegando aos dias atuais, o que empresta ao autor atualidade surpreendente e um caráter profético inigualável. Clássico da literatura brasileira, Triste fim de Policarpo Quaresma denuncia os males da sociedade brasileira da época; a burocracia das repartições públicas, o clientelismo, a bajulação, os interesses pessoais e empresariais acima do bem público degradando cada vez mais a tão prometida justiça social.
Veja matéria a seguir publicada pelo Jornal O Dia em 17/02/2016:
“Era um sonho antigo”, diz jovem
que pichou relógio da Central do Brasil
Kadu Ori tentava danificar o prédio há 14 anos. Ele filmou o ‘desafio’, foi autuado pela polícia, mas responde em liberdade
Foto: Reprodução Internet
Fonte: Jornal O Dia – 17/02/2016
Texto de Maria Inez Magalhães

Muito triste! Atos de vandalismo, como esse, deveriam ser rigorosamente punidos, sem prejuízo de reparações, e não festejados por muitos como um “feito”. É o horror, o horror!
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Agradeço o omentário. Vamos sonhar com um Brasil melhor.
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Professor Abelha, Fiquei satisfeito pelo seu sonho ter se materializado. Além disso, quero parabeniza-lo pelo seu bem escrito artigo. Aproveito para deseja-lo estrondoso sucesso. Vamos que vamos!!!!
Abraços
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Amigo. Fico agradecido por sua atenção. Este blog é também seu. Abraços. Obrigado
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Prezado Professor,
Parabéns pela iniciativa.
Creio que este será um canal importante de comunicação de todos aqueles ferroviários “de sangue” que tanto lutaram para a manutenção da RFFSA, que embora vencidos por uma falta de visão estratégica num mundo globalizado, ainda lutam para a volta de investimentos em um modo de transportes que levou tantos países, de dimensões continentais como o nosso, a um patamar logístico tal, que são hoje economias altamente competitivas a nível global.
Henrique Futuro
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Caríssimo Henrique.
Certamente, falta um
canal independente que noticie e comente em cima do fato. Conto com a sua colaboração.
Abraços
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Ótimo texto professor. Sigo acompanhando este novo blog!
Abraços!
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Ótimo texto professor! Continuarei acompanhando este novo blog! Abraços!
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Cris, obrigado pelo apoio.
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